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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

BRP Recomenda: O que dizem os editoriais

Equipe BR Político

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Nesta quinta-feira, 13, editorial do Estadão trata da debandada no Ministério da Economia, com a saída de dois secretários especiais. “O ministro da Economia, Paulo Guedes, admitiu que sua equipe sofreu uma “debandada” com a saída dos secretários de Desestatização e Privatização, Salim Mattar, e de Desburocratização, Gestão e Governo Digital, Paulo Uebel. Nos dicionários, ‘debandada’ significa fuga em desabalada carreira. O ministro explicou do que afinal fugiram seus assessores: do ‘establishment’. Paulo Guedes informou que Paulo Uebel deixou o governo porque a reforma administrativa foi adiada e que Salim Mattar saiu porque estava insatisfeito com o ritmo das privatizações: ‘O establishment não deixa’, disse o ministro. ”

O jornal também comenta sobre a proposta orçamentária do Tribunal de Justiça de São Paulo, que prevê um aumento de 55% com relação à 2020. “Nos três anos anteriores à crise fiscal causada pela pandemia de covid-19, o orçamento do Judiciário paulista ficou entre R$ 11,6 bilhões e R$ 12,3 bilhões. Em termos absolutos, o TJSP está pedindo quase R$ 7 bilhões a mais do que recebeu em 2020. Entre outras justificativas, o desembargador Pinheiro Franco alegou que o aumento de mais de 50% no orçamento de 2021 decorre do crescimento dos gastos com folha de pagamento. Dos R$ 19 bilhões pedidos ao Executivo, o Tribunal prevê gastar R$ 14,5 bilhões somente com pagamento de salários e despesas com pessoal. Esse valor é R$ 4,8 bilhões a mais do que o previsto para esse item no orçamento de 2020. Segundo Pinheiro Franco, a proposta orçamentária do TJSP para o próximo ano foi formulada com base no que chamou de ‘projeções ideais’. ”

Em terceiro editorial, o Estadão pede que não se adotem soluções fáceis diante da crise  pandemia, como aumentar sem controle o endividamento público. “A crise causada pela pandemia de covid-19 atingiu o mundo inteiro, mas países como o Brasil, com grande desigualdade e problemas estruturais crônicos, sentiram mais os devastadores efeitos econômicos e sociais e provavelmente terão mais trabalho para superá-la. Por isso mesmo, é preciso resistir à tentação de soluções fáceis, como aumentar descontroladamente o endividamento do Estado para injetar ânimo na economia. Tais medidas, se de imediato podem gerar algum efeito positivo, no longo prazo arruínam os fundamentos que hoje, bem ou mal, evitam o completo colapso da economia nacional.”

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