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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

BRP Recomenda: O que dizem os editoriais

Equipe BR Político

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O Estadão deste sábado, 15, traz uma crítica ao Ministério Público. ” Em vez de servir para a defesa da lei em todos os âmbitos nos quais haja abusos, tal amplidão tem sido interpretada como autorização para uma atuação desvinculada da lei, como se coubesse ao Ministério Público fazer o que bem entender. Essa disfuncionalidade é observada, por exemplo, em relação aos direitos humanos. Área de grande relevância num país com muitas violações a direitos fundamentais, ela tem sido palco de medidas controvertidas por parte do Ministério Público. São controvertidas no sentido de que, em boa parte dos casos, seria benéfico à coletividade que o Ministério Público não patrocinasse essas demandas.”

O jornal comenta em outro editorial a situação do setor de serviços nesse interlúdio da pandemia. “A vida começa a ganhar, de novo, ares de normalidade, com a volta às compras, a frequência a bares e restaurantes, a reabertura de barbearias e salões de beleza e o retorno às viagens. Com avanço de 5% em junho, também o setor de serviços começou a recuperar-se, depois de um recuo de 19,5% em quatro meses de taxas negativas. Resultados positivos já haviam surgido em maio no comércio varejista e na indústria. Mas só o varejo, no fim do primeiro semestre, retornou ao nível de fevereiro, anterior ao primeiro impacto da pandemia.”

O desempenho de Jair Bolsonaro na mais recente pesquisa de desempenho é também comentado pelo jornal. “A aprovação popular do presidente Jair Bolsonaro melhorou consideravelmente, segundo pesquisa recente do Datafolha. Passou de 32% em junho para 37% agora a parcela de brasileiros que consideram Bolsonaro “ótimo” ou “bom” mesmo com mais de 100 mil compatriotas mortos numa pandemia que poderia ter sido mitigada se o presidente não tivesse desdenhado da doença nem das vítimas; mesmo com a economia em ruínas e com perspectivas sombrias graças à falta de rumo do governo; mesmo com a destruição do Ministério da Educação, com efeitos avassaladores para o futuro do País; mesmo com a devastação da Amazônia a olhos vistos, estimulada pela leniência oficial; mesmo com a transformação do Brasil em pária internacional graças a uma política externa ideologicamente sustentável; mesmo com o sistemático descumprimento de todas as promessas de campanha, inclusive aquela que garantia que Bolsonaro não recorreria ao toma lá dá cá no Congresso; e mesmo com o aparecimento inexplicável de cheques suspeitos na conta da primeira-dama, algo que, em outros tempos e com outros personagens, causaria furor nacional.”

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