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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

BRP Recomenda: o que dizem os editoriais

Equipe BR Político

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Editorial do Estadão deste domingo, 16, fala sobre a geração lockdown e o impacto que a pandemia terá sobre os jovens. “Tal como os idosos são mais vulneráveis do ponto de vista sanitário, do ponto de vista econômico os mais ameaçados são os jovens. ‘O impacto sobre os jovens é sistemático, profundo e desproporcional’, alerta um estudo da Organização Internacional do Trabalho (OIT) que mensura os efeitos da crise sobre os empregos, educação, saúde mental, direitos e ativismo social daquela que está sendo chamada de ‘geração lockdown’. O impacto ‘foi particularmente duro para as jovens mulheres, os jovens mais novos e a juventude nos países de baixa renda’”.

E comenta a aproximação do presidente Jair Bolsonaro com o Nordeste. “Hoje, Bolsonaro tem como principal capital político o crescimento de sua popularidade no Nordeste, impulsionado, sobretudo, pelo auxílio emergencial de R$ 600 para trabalhadores informais que perderam renda em razão da pandemia de covid-19. ‘Bolsonaro está tendo um crescimento vertiginoso no Nordeste’, avaliou, em entrevista ao Estado, o senador Ciro Nogueira (Progressistas-PI), um dos principais sustentáculos do presidente no chamado Centrão.

Por fim, aborda o risco democrático que há quando há apropriação de siglas por algumas pessoas. “O sistema político-eleitoral tem graves deficiências, que evidenciam a necessidade de uma profunda reforma política. No entanto, pode-se ter a impressão de que, com um quadro tão disforme, seria impossível solucionar todos os problemas ou que seria difícil até mesmo definir as deficiências principais. Trata-se, a rigor, de uma falsa dificuldade. Há determinados problemas que geram enormes e reiteradas distorções, e enfrentá-los seriamente pode proporcionar, de imediato, um cenário político muito diferente. Um desses problemas, que geram disfuncionalidade em todo o sistema, se encontra no fato de que, no País, partidos têm donos.”