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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

BRP Recomenda: O que dizem os editoriais

Equipe BR Político

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O Estadão desta sexta-feira, 20, comenta a desaceleração do contágio do coronavírus no Brasil. “O Imperial College, de Londres, divulgou dados que indicam que a transmissão do novo coronavírus no Brasil desacelerou pela primeira vez desde abril. De acordo com a instituição, referência internacional no estudo da evolução da pandemia de covid-19, a taxa de contágio (Rt) no País está em 0,98. Uma Rt menor do que 1,0 é indicativo de desaceleração de contágio. No caso brasileiro, isso significa que cada 100 pessoas contaminadas hoje contagiam outras 98, que por sua vez transmitem o novo coronavírus para 96, e assim sucessivamente. Até agora, o Chile era o único país da América Latina com Rt menor do que 1,0 (0,85).”

O jornal comenta em segundo editorial o plano de usar parte dos R$ 400 bilhões acumulados pelo Banco Central (BC) para abater quase 10% dos R$ 4,15 trilhões da dívida pública interna. “Até o dia 31 o Executivo terá de mandar ao Congresso o projeto de lei do Orçamento, mas chegou ao dia 20 sem explicar com clareza como cuidará do risco de estouro do teto de gasto. O presidente, até agora, mostrou dar pouca importância a essa questão. Ministros o pressionam para gastar mais em obras de infraestrutura, acrescentando alguns bilhões às centenas já comprometidas com as ações emergenciais. Os novos aliados presidenciais podem custar muito caro. No mercado, a incerteza quanto à política fiscal se reflete na oscilação dos juros, das ações e do dólar.”

Em terceiro editorial, o Estadão trata da volta às aulas em São Paulo. “Diante das evidências científicas disponíveis, é acertada a decisão da Prefeitura de São Paulo de adiar a volta às aulas. De acordo com as orientações do governo estadual, as escolas públicas e privadas da cidade poderiam retornar às atividades presenciais no dia 8 de setembro. No entanto, a administração municipal entendeu ser temerário reabrir as instituições de ensino no próximo mês. “Retomar as aulas nesse momento, para a Prefeitura de São Paulo, significaria a ampliação do número de casos, a ampliação em consequência do número de internações e do número de óbitos”, disse o prefeito Bruno Covas. Num momento em que políticas públicas são motivadas por achismos e populismos, é alvissareiro que a Prefeitura se baseie na medicina. Sempre, mas especialmente numa pandemia, a ciência é elemento necessário na identificação e realização do interesse público.”

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