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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

BRP Recomenda: O que dizem os editoriais

Equipe BR Político

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Neste sábado, editorial do Estadão questiona a “ambiguidade” de Jair Bolsonaro ante o congelamento dos salários dos servidores. O jornal lembra que no início da discussão, Bolsonaro defendeu que algumas categorias fossem excluídas da decisão. “A ambiguidade do presidente desorientou os governistas, como já aconteceu em tantas outras ocasiões. Não há inocentes no Congresso, mas é inegável que o governo jamais deixou clara qual era sua posição a respeito da possibilidade de reajuste salarial – e o fato de que o presidente propositalmente atrasou a sanção do projeto com seu veto, ganhando tempo para assinar uma obscena medida provisória concedendo reajuste a policiais do Distrito Federal em plena pandemia, mostra que é difícil acreditar na convicção de Bolsonaro acerca da austeridade.”

O jornal também faz uma análise do “combate” que surgiu em meio ao coronavírus. “A pandemia abalou o mundo em meio a uma batalha épica entre o autoritarismo e a democracia. Nos últimos anos, as duas frentes engrossaram sua artilharia. Surtos autocráticos despontam por toda a parte, mas os protestos em favor da democracia viralizam. Este cenário efervescente é confirmado por duas bases de dados sobre o estado da democracia, uma mais subjetiva, o World Values Survey, e outra mais objetiva, o Democracy Report do Instituto Varieties of Democracy (V-Dem). A primeira mensura as percepções e intenções da população; a segunda, princípios institucionais, como eleições, liberdade, participação, deliberação e igualdade.”

Em terceiro editorial, o Estadão discute o papel do setor privado na estruturação das ferrovias pelo País. “A presença quase exclusiva de capital privado nos projetos torna real a possibilidade de, finalmente, as ferrovias reconquistarem boa parte do peso que já tiveram na matriz de transportes do Brasil. Pesados investimentos privados estão previstos para os próximos anos. Três desses projetos estão orçados em R$ 13 bilhões. As obras deverão começar em 2021. Se executados na velocidade programada, esses projetos se tornarão importante fator de reativação mais rápida da economia do País, de geração de empregos e de transformação da matriz de transportes, com a redução expressiva da participação do modal rodoviário, hoje de longe o mais utilizado.”

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