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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

BRP Recomenda: o que dizem os editoriais

Equipe BR Político

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Editorial do Estadão desta segunda-feira, 24, aborda as mudanças demográficas no Estado de São Paulo e a necessidade de as políticas públicas se adequarem à nova realidade. “Nos próximos anos, enquanto a população de menores de 15 anos diminuirá, a de maiores de 65 anos continuará crescendo. Assim, em menos de uma década e meia, de acordo com o mais recente estudo do Sistema Seade de Projeções Populacionais sobre o tema, esses dois contingentes populacionais serão iguais numericamente. A Fundação Seade, instituição do governo do Estado que produz estatísticas econômicas e sociais de São Paulo, prevê que isso ocorrerá em 2034. Já a população em idade de trabalhar, entre 15 e 64 anos, deve estar alcançando seu número máximo no corrente ano e deverá se manter nesse nível até 2040.”

Cita o risco do adiamento do Censo 2021, como anunciado pelo governo. “Entre as medidas que a equipe econômica do governo Bolsonaro vem estudando para aumentar os recursos do Ministério da Defesa, uma das mais polêmicas é a ideia de adiar para 2022 o Censo Demográfico programado para o próximo ano. A proposta do Orçamento de 2021 ainda não está fechada, mas o Executivo tem de encaminhá-la para o Congresso até o dia 31 de agosto.”

E aborda a destruição das florestas brasileiras. “O cenário este ano é particularmente preocupante, porque às condições climáticas desfavoráveis soma-se uma crise sanitária. Nos primeiros meses de 2020, a temperatura no Oceano Atlântico apresentou um aumento acima de toda a média histórica, o que tende a provocar secas no sudoeste da Amazônia e regiões adjacentes. O aumento de partículas carbonizadas na atmosfera, por sua vez, degrada a qualidade do ar induzindo a uma maior incidência de doenças respiratórias numa região onde o sistema de saúde já é cronicamente vulnerável. Acrescente-se a isso o fato de que, historicamente, nos anos de eleições municipais tem aumentado o número de municípios desmatadores.”