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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

BRP Recomenda: o que dizem os editoriais

Equipe BR Político

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Editorial do Estadão desta sexta-feira, 28, questiona o súbito interesse do presidente Jair Bolsonaro pelos mais pobres. “É notável o contraste entre o empenho de Bolsonaro em criar um generoso programa de transferência de renda e seu desinteresse patente em promover reformas que criem condições para o desenvolvimento e a geração de empregos. Ao agir assim, o presidente não demonstra real interesse na superação da pobreza, que só será possível com mudanças estruturais que deem ao Estado capacidade efetiva de prover, de maneira sustentável, o mínimo necessário para que milhões de brasileiros deixem efetivamente de ser pobres.”

Também trata o setor da construção como a esperança para a retomada econômica do País. “A construção será o motor da retomada da economia, disse o secretário especial de Produtividade, Emprego e Competitividade, Carlos da Costa. ‘Vamos propor uma série de medidas para destravar o setor’, disse ele em evento promovido pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic). A ideia, explicou, é diminuir obstáculos burocráticos e reduzir custos. Se a promessa for cumprida, e se houver financiamento, as construtoras poderão de fato ser o motor, ou um dos principais motores, da recuperação. Pelo menos dois fatores contribuirão para isso: seu potencial de geração de empregos e suas ligações com enorme conjunto de fornecedores de insumos e equipamentos.”

E aponta a criação de mais Tribunal Regional Federal como um projeto fora de hora e lugar. “No meio da pandemia de covid-19, a Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei (PL) que cria um Tribunal Regional Federal (TRF) com jurisdição exclusiva para o Estado de Minas Gerais. Defendida pelo ministro João Otávio de Noronha, que deixou recentemente a presidência do Superior Tribunal de Justiça (STJ), a proposta não merece prosperar no Senado, tanto pela escassez de recursos públicos como pelo equívoco de haver um tribunal regional atendendo um só Estado, o que rompe com um dos pilares da Justiça Federal.”

 

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