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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

BRP Recomenda: O que dizem os editoriais

Equipe BR Político

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Nesta quarta-feira, 2, editorial do Estadão volta a tratar do tema das fake news. “Em um trecho de seu mais recente livro, Os Engenheiros do Caos, o cientista político e jornalista franco-italiano Giuliano Da Empoli defende que há uma razão bastante lógica e nada irracional, como alguns podem supor, para que as notícias falsas tenham tamanho apelo entre os apoiadores de governantes populistas: elas constituem um ‘formidável vetor de coesão’. Na obra, Da Empoli cita o postulado de um blogueiro da direita alternativa americana para ilustrar seu ponto. ‘Qualquer um pode crer na verdade, enquanto acreditar no absurdo é uma real demonstração de lealdade – e que possui um uniforme, e um exército.'”

O jornal também trata do Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) do governo. “Expectativas otimistas, omissões, projeções feitas para respeitar limites legais e, sobretudo, ânsia para que as coisas comecem a dar certo logo e em grande velocidade transformam o envio ao Congresso do 

 em pouco mais que uma obrigação protocolar do Executivo. Tendo respeitado o prazo, que se encerrou no dia 31 de agosto, o governo do presidente Jair Bolsonaro como que cumpriu a tabela. O exame de alguns dos principais itens que compõem a proposta enviada ao Congresso revela, porém, o descolamento de muitas cifras do quadro fiscal e do panorama econômico e social, o que levanta sérias dúvidas sobre seu realismo e, especialmente, sua exequibilidade.

A situação do PIB, que teve queda acentuada confirmada, é tema de terceiro editorial. “‘Estamos decolando em V’, anunciou o ministro da Economia, Paulo Guedes, numa exibição de invejável otimismo, como se o desastre do segundo trimestre fosse velharia histórica. ‘Isso é impacto do raio que caiu em abril’, disse ele, ‘som de um passado distante.’ Não tão distante, no entanto, para quem vive fora dos gabinetes oficiais. Juntando-se os desempregados e os trabalhadores fora do mercado, mas dispostos a trabalhar, chegava-se, em agosto, a cerca de 40 milhões, mais que o dobro da população chilena. No segundo trimestre o Produto Interno Bruto (PIB) despencou 9,7%, no maior tombo da série histórica trimestral iniciada em 1996.”

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