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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

BRP Recomenda: o que dizem os editoriais

Equipe BR Político

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Em editorial nesta segunda-feira, 7, o Estadão reconhece os inegáveis méritos da Operação Lava Jato no combate à corrupção e no fim da impunidade para crimes do colarinho branco, mas diz que o real escrutínio de seu legado passa também por uma análise desapaixonada de sua natureza.

“O reconhecimento dos bons frutos da Lava Jato deve levar também a uma correta apreciação de sua natureza. Por mais que tenha se tornado presença constante na vida nacional nesses anos, a Lava Jato não é uma instituição, cuja missão exigiria sua perpetuidade no tempo”, diz o texto.

Por isso, lembra o editorial, é preciso concluir as investigações iniciadas em 2014, e não pretender se perpetuar. “A finalidade da Operação não é, como muitas vezes equivocadamente se disse, renovar a política ou acabar com a corrupção no País. Não é que esses objetivos não sejam desejáveis. A questão é que a força-tarefa da Lava Jato tem outra finalidade, em esfera completamente diferente.”

Em outro texto, o jornal destaca a importância da entrada em vigor da Lei Geral de Proteção de Dados, que Jair Bolsonaro havia tentado adiar para 2021 com uma Medida Provisória, mas o Congresso manteve. “Junto com o Marco Civil da Internet, a LGPD é elemento importante na defesa, nos dias de hoje, de valores de sempre: o respeito à privacidade, à intimidade e à honra, em harmonia com as liberdades de expressão, de informação, de comunicação e de opinião. De alguma maneira, todos têm, todos os dias, dados pessoais tratados por instituições públicas ou empresas privadas. É, portanto, muito oportuno que a nova lei – aprovada há dois anos, depois de ter sido longamente debatida e aprimorada – esteja vigente. Não basta estar no papel, a proteção precisa ser efetiva”, defende o editorial.