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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

BRP Recomenda: O que dizem os editoriais

Equipe BR Político

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Nesta sexta-feira, 11, o Estadão discute em editorial o projeto de lei que altera os conceitos sobre improbidade administrativa. “A preocupação dos procuradores é a mesma de todos os brasileiros interessados no fim da impunidade de administradores corruptos. Mas essa preocupação não pode ser pretexto para criminalizar toda e qualquer conduta administrativa que resulte em prejuízo para o Estado nem tratar gestores como desonestos até prova em contrário. Vem em boa hora, pois, a revisão de uma lei tão vaga que, no limite, acaba por inviabilizar a gestão pública.”

O jornal defende em outro editorial a progressão salarial em carreiras públicas, criticando os altos salários iniciais do funcionalismo. “O problema dos altos salários iniciais não se restringe à ineficiência. Se a ausência de estímulo ao trabalho bem feito conduz a que alguns fiquem acomodados, essa mesma situação representa a outros um apetitoso convite à corrupção. Logicamente, a ausência de aumento salarial ao longo da carreira não justifica, sob nenhuma hipótese, a participação em esquemas ilegais. No entanto, seria ingenuidade não perceber que um sistema falho em prover a devida recompensa ao trabalho bem feito estimula, nos mais fracos, a corrupção. São abundantes os exemplos indicando que, num ambiente profissional que não valoriza o trabalho bem feito, há maior propensão a práticas ilegais.”

Em terceiro editorial, o jornal comenta sobre o “populismo” adotado por Jair Bolsonaro ante o aumento da inflação. “A comida encareceu, o consumidor reclamou e o governo reagiu com mais populismo. O presidente pediu patriotismo e lucro ‘próximo de zero’ aos donos de supermercados. Em seguida, o Ministério da Justiça deu cinco dias a produtores e comerciantes para explicarem a alta de preços, acenando com multas se forem comprovados aumentos abusivos – um conceito misterioso e estranho à ciência econômica. Enfim, foi zerada a tarifa de importação do arroz, o vilão mais notório da nova crise inflacionária. Resta esperar e conferir se o produto estrangeiro de fato derrubará os preços – efeito duvidoso, se o dólar continuar muito caro. Por enquanto só se viu o showzinho eleitoral, baseado num script já desmoralizado há 30 anos.”

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