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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

BRP Recomenda: O que dizem os editoriais

Equipe BR Político

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Nesta quarta-feira, 16, editorial do Estadão comenta sobre o  Conselho de Facilitação do Acelerador do Acesso às Ferramentas da Covid-19 (ACT), que realizou seu encontro inaugural no último dia 10. “É um marco na colaboração global pelo desenvolvimento e distribuição de vacinas, terapias e diagnósticos. Os resultados são expressivos. Só a busca conjunta pela vacina empenha 170 países; dez candidatas estão em avaliação, nove em testes clínicos, duas no estágio final. ‘É possível imaginar o começo do fim’, disse o diretor da OMS, Tedros Adhanom, em artigo na Economist. ‘Há uma chance de que até o final do ano vacinações em massa possam começar para pessoas de alto risco.’ Mas há uma chance de que estas perspectivas sejam borradas, não por limitações materiais ou científicas, mas políticas.”

O jornal opina também que cada vez mais fica claro que o ato de “não governar” de Jair Bolsonaro não se dá apenas por incapacidade, mas também por cálculo político. “Quem governa deve necessariamente assumir responsabilidades, e muitas vezes, em razão disso, acaba por indispor-se com seu eleitorado, pois muitas decisões duras devem ser tomadas mesmo que acarretem impopularidade e risco eleitoral. Assim agem os estadistas”, diz o Estadão. “Já Bolsonaro, que só pensa em reeleição e jamais desceu do palanque, tudo faz para se livrar do fardo político que lhe foi designado na eleição de 2018. Sempre que vê seu projeto pessoal ameaçado, não titubeia: atribui a terceiros as consequências muitas vezes nefastas de seu modo caótico de administrar o País – e não raro esses terceiros fazem parte de seu próprio governo. É espantoso.”

Em terceiro editorial, a publicação traz um comentário sobre as otimistas perspectivas econômicas do governo para o trimestre. “Como o Brasil, muitos outros países deverão terminar o próximo ano sem ter zerado a queda de 2020. Vista desse ângulo, a posição brasileira poderá ser melhor que as de várias potências. Mas essa vantagem, se confirmada, será pouco relevante. Antes do novo coronavírus, a economia nacional já estava fraca. Seu PIB diminuiu 2,5% no primeiro trimestre. No ano anterior havia aumentado apenas 1,1%. A indústria já definhava antes da recessão de 2015-2016 e ainda perdeu impulso no primeiro ano do novo governo.”

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