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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

BRP Recomenda: O que dizem os editoriais

Equipe BR Político

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O Estadão desta quinta-feira, 17, faz questionamentos sobre a retomada das atividades econômicas mundiais, que mitigaram a queda no crescimento provocada pela pandemia de coronavírus. “A reação começou, os estímulos funcionaram e a economia global deve encolher 4,5% neste ano, em vez dos 6% estimados há três meses, segundo as novas projeções da OCDE, a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico. No Brasil o Produto Interno Bruto (PIB) deve ser 6,5% menor que o de 2019. A perda seria de 7,4%, de acordo com a avaliação anterior, na hipótese de um único surto de covid-19. O quadro pode ser menos assustador, mas a grande mensagem ainda é de cautela. Uma face de mulher com máscara branca – médica ou enfermeira – ilustra a capa do relatório. Nenhum termo econômico aparece no título geral: Coronavírus: vivendo com a incerteza.”

O jornal comenta também sobre a união entre ambientalistas e agropecuaristas ante a tragédia das queimadas no Brasil. “A gravidade da emergência ambiental representada pelas queimadas e desmatamentos ilegais na Região Amazônica é tal que levou à união de organizações de defesa do meio ambiente e representantes do agronegócio, grupos que historicamente têm adotado posições antagônicas. Chamado de Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura, o grupo reúne 230 organizações, entre as quais WWF Brasil, WRI Brasil, TNC, Imazon, Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), JBS, Klabin, Marfrig, Amaggi, Basf, Danone, Natura e Unilever, e se autodefine como “um dos raros foros de diálogo entre o agronegócio e ambientalistas”. De fato, uma união como essa era tida como improvável até pouco tempo atrás.”

O jornal trata ainda da “vocação” para o darwinismo social que o governo de Jair Bolsonaro parece ter com suas políticas que tirariam dos mais pobres. “Liberalismo nada tem a ver com darwinismo social. O verdadeiro liberal jamais consideraria empobrecer a população, reduzindo a capacidade dos mais vulneráveis de usufruir integralmente das liberdades prometidas pela democracia. Ao contrário: o liberalismo digno do nome entende que a interferência estatal se faz necessária justamente para criar condições para que todos e cada um dos cidadãos tenham chances de prosperar. Um Estado que, em vez disso, amplia os obstáculos para os mais pobres, seja qual for o pretexto, não é movido pela razão liberal, e sim pelo mais perverso espírito da lei da selva.”

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