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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

BRP Recomenda: O que dizem os editoriais

Equipe BR Político

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Neste domingo, 11, o Estadão comenta a rejeição simbólica, pelo Parlamento Europeu, do acordo entre União Europeia e Mercosul. “O plenário aprovou emenda em um relatório sobre a política comercial europeia, enfatizando que ‘o acordo não pode ser ratificado na sua forma atual’. Foram 345 votos a favor, 295 contra e 56 abstenções. O texto final retirou uma menção à política ambiental de Jair Bolsonaro, mas é evidente que esse é o “x” da questão. A emenda sinaliza o risco a que Bolsonaro está expondo o Brasil e seus aliados no Mercosul. Mas a atitude das lideranças europeias também põe em risco a credibilidade da União Europeia.”

O jornal traz também um questionamento aos critérios usados na elaboração de rankings internacionais para avaliação da qualidade e o impacto de universidades públicas na sociedade. E aborda uma iniciativa brasileira que busca estabelecer indicadores capazes de avaliar o trabalho de instituições de países em desenvolvimento: o Projeto Métrica, coordenado pelo ex-reitor da USP Jacques Marcovitch. “Criado em 2018, o projeto questiona os critérios comparativos de qualidade usados na elaboração de rankings internacionais e cria indicadores que permitem avaliar melhor a atuação das universidades dos países em desenvolvimento. Segundo Marcovitch, os rankings comparativos costumam fazer análises a partir de critérios ligados basicamente à produção científica e ao mérito acadêmico, dando peso excessivo às citações de artigos em revistas científicas mundiais.”

A transformação do padrão demográfico brasileiro em direção a um envelhecimento da população desde 1970 é tema do terceiro editorial. “Lenta na aparência, a transformação do padrão demográfico do País é profunda e, a despeito de ser aferida não anualmente, mas ao longo de décadas, tem sido surpreendentemente rápida em algumas regiões. Um desses dados que surpreendem pela intensidade da mudança acaba de ser divulgado pela Fundação Seade. Entre 1970 e 2020, a participação das crianças na população do Estado de São Paulo caiu pela metade. Das pessoas que viviam em São Paulo em 1970, 30% tinham até 12 anos de idade; em 2020, as crianças nessa faixa etária representam 15% da população paulista.”

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