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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

BRP Recomenda: o que dizem os editoriais

Equipe BR Político

O principal editorial do Estadão nesta segunda-feira fala sobre a redução dos juros no cenário mundial, e como isso beneficia o Brasil. “Dinheiro barato nos principais mercados ajuda a manter a política de estímulo ao crescimento brasileiro. Em Brasília, o Banco Central (BC) decidirá nesta semana se a taxa básica, a Selic, permanecerá em 4,50% pelos 45 dias seguintes. Há quem aposte em mais um corte, para 4,25% ou até para 4%. Nenhuma aposta é segura, porque o quadro internacional é menos claro do que parecia na virada do ano e há mais dúvidas sobre as condições da economia dos Estados Unidos”, pondera o texto.

Mas a política de estímulo nos países desenvolvidos via juros já atingiu seu limite, alerta o FMI. No Brasil ainda há espaço para novas reduções, mas a desaceleração constatada na economia norte-americana é um fator de preocupação, razão pela qual o texto conclui: “Mais seguro, de toda forma, é o governo brasileiro apressar o cumprimento de sua agenda”.

Outro editorial se debruça sobre os dados da segurança para questionar se, afinal, o problema brasileiro é mesmo a impunidade, como se tornou padrão apontar, ou outras medidas que poderiam reduzir a criminalidade. “O marketing da impunidade é uma verdadeira campanha de desinformação, que contraria os dados mais básicos da realidade. Não há impunidade no País. O que há é uma Polícia Judiciária desaparelhada para a elucidação de casos. O que há é uma Justiça lenta, operando com frequência num patamar de qualidade muito ruim. E essa debilidade técnica das decisões não gera apenas impunidade. Muitas vezes, o que ela faz é autorizar e incentivar a truculência da ação estatal, o que também produz graves danos para a segurança pública. A criminalidade é um problema muito sério para permitir falsos diagnósticos”, diz o texto.