Imagem da Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

BRP Recomenda: O que dizem os editoriais

Equipe BR Político

Exclusivo para assinantes

Editorial do Estadão deste sábado, 21, trata da ambição de reeleição de Jair Bolsonaro. E como um governo perdido, em especial devido a essa busca, pode ser um tiro no próprio pé. “O presidente Jair Bolsonaro tem descuidado de tarefas básicas de um governo, como a articulação política para a aprovação das leis orçamentárias. Além de dificultar a retomada de que tanto o País precisa, essa omissão naquilo que é o cerne de um governo – definir prioridades e atuar em consonância – leva o governo Bolsonaro a perder qualquer resquício de identidade. Na segunda-feira passada, por exemplo, o ministro-chefe da Secretaria de Governo da Presidência da República, general Luiz Ramos, foi ao Twitter comemorar, como se fossem próprios, resultados eleitorais de partidos do Centrão. Descumprindo suas tarefas e se esquecendo de suas promessas, o governo agora se assume como o próprio Centrão.”

As ações do presidente, que colocam em risco os negócios da agropecuária brasileira, são tema de segundo editorial. “Com US$ 85,84 bilhões de vendas externas e superávit de US$ 75,46 bilhões, o agronegócio manteve no azul o comércio exterior brasileiro. Suas transações mais que compensaram o déficit de outros setores e garantiram o saldo comercial de US$ 47,66 bilhões no período de janeiro a outubro. Liderada pela China, a Ásia foi o principal destino das exportações brasileiras de origem agropecuária, tendo absorvido mercadorias no valor de US$ 46,28 bilhões. Com importações de US$ 13,86 bilhões, a União Europeia ficou em segundo lugar, posição já ocupada em outros anos. Tudo isso ocorreu apesar da desastrosa diplomacia conduzida pelo presidente Jair Bolsonaro.”

O resultado da eleição que levou a formação de uma Câmara de Vereadores em São Paulo mais plural é debatida pelo jornal. “A eleição municipal deste ano promoveu uma bem-vinda ampliação da representatividade de segmentos da sociedade paulistana na Câmara Municipal. O total de mulheres eleitas, por exemplo, foi recorde. No domingo passado, os paulistanos elegeram 13 vereadoras, 2 a mais do que em 2016. A partir do ano que vem, a bancada feminina no Palácio Anchieta corresponderá a 23% do total de 55 cadeiras. Ainda é pouco, considerando que as mulheres compõem 53% da população da cidade de São Paulo, de acordo com o IBGE. Mas é um avanço. Nos últimos oito anos, a presença feminina na Casa aumentou 116%.”

Tudo o que sabemos sobre:

Editorial Estadão