Imagem da Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

por Marcelo de Moraes

BRP Recomenda: o que dizem os editoriais

Equipe BR Político

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Editorial do Estadão desta segunda-feira, 23, aborda o Programa mais Brasil, que está parado no Congresso. “O Ministério da Economia segue agitando a bandeira da responsabilidade fiscal, mas sem nenhuma estratégia, enquanto outros ministros pressionam pelo rompimento do teto de gastos. Em ‘esplêndido isolamento’, o presidente da República se entregou às negociações fisiológicas para se garantir no cargo, defender a sua prole e promover sua campanha à reeleição.”

Também aponta a tentativa dos negócios de sair do buraco. “A recuperação continua, as vitrinas se enfeitam e o fim de ano traz a perspectiva de melhores negócios, mas as contas disponíveis mostram uma retomada incompleta. O avanço de 7,5% no terceiro trimestre foi insuficiente para reverter o tombo do trimestre anterior, quando a economia despencou 9,7%. Além disso, a atividade no período de julho a setembro foi 4,4% inferior à de um ano antes e 5% menor que a dos três meses finais de 2019, segundo o Monitor do PIB-FGV.”

E trata do ruído nas pesquisas eleitorais a partir do exemplo norte-americano. “Possivelmente, a principal hipótese a justificar os erros de avaliação seria a ‘não resposta partidária’. Segundo ela, eleitores democratas são mais acessíveis e bem-dispostos a responder pesquisas do que os republicanos, em geral mais desconfiados de instituições como a grande mídia e institutos de pesquisas. Isso implica uma sub-representação sistêmica a ser compensada pelos procedimentos estatísticos não só para as pesquisas de intenção de voto, mas para as pesquisas de opinião em geral, como por exemplo as relacionadas ao coronavírus ou às mudanças climáticas.”