Imagem da Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

por Marcelo de Moraes

BRP Recomenda: O que dizem os editoriais

Equipe BR Político

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Nesta terça-feira, 24, editorial do Estadão trata insegurança inflacionária que aflige o Brasil. “Pesadelo da maior parte das famílias, a inflação estimada para o ano subiu pela 15.ª semana consecutiva, 

, uma consulta feita pelo Banco Central (BC) junto a cerca de cem instituições do mercado financeiro. Em um mês a mediana das projeções para 2020 subiu de 2,99% para 3,45%. No mesmo intervalo a alta de preços calculada para o próximo ano passou de 3,10% para 3,40%. São más notícias para os consumidores, especialmente num período de pouco emprego, renda baixa e muita insegurança. Mas o quadro inclui pelo menos um aspecto positivo, ou menos sombrio. Se as expectativas se confirmarem, a inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), continuará abaixo da meta, de 4% neste ano e de 3,75% em 2021.”

O jornal trata também de outro problema recorrente no País: o racismo. “O assassinato de João Alberto Silveira Freitas em Porto Alegre chocou o País. Na véspera do Dia da Consciência Negra, o soldador negro de 40 anos foi espancado e morto por asfixia por dois seguranças de uma rede de supermercado. A violência registrada pelas câmeras escancara uma triste e desconcertante realidade – a cor da pele definindo o modo como um ser humano é tratado. Não há cidadania onde há discriminação.”

Ainda discute os quase 7 milhões de testes para o coronavírus que devem perder a validade em breve. “Só esse lote de testes que jazem encalhados nos galpões da incompetência administrativa custou R$ 290 milhões aos cofres públicos. O prejuízo financeiro é enorme e grave por si só, caso os kits para os exames percam a validade como se prenuncia. No entanto, esse é um problema menor diante das implicações sanitárias da não realização desses milhões de testes. A se confirmar o perecimento de insumos tão importantes, jamais se saberá como teria sido a curva epidemiológica da covid-19 no País com muito mais pessoas testadas, que ações poderiam ter sido tomadas pelo poder público a partir de uma visão mais clara da evolução da doença e, o que mais importa, quantas mortes poderiam ter sido evitadas.”

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