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por Marcelo de Moraes

BRP Recomenda: o que dizem os editoriais

Equipe BR Político

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Editorial do Estadão deste sábado, 19, destaca o uso da lei pelo Supremo Tribunal Federal contra a egolatria do presidente. “Recorde-se que a primeira derrota legal do presidente na pandemia foi a rejeição, pelo Supremo, da medida provisória em que ele tentou centralizar as decisões acerca de quais serviços seriam considerados “essenciais” e, portanto, poderiam permanecer abertos durante a quarentena. Na prática, Bolsonaro queria que tudo fosse considerado “essencial” – inclusive barbearias, salões de beleza e academias de ginástica – para que nada ficasse fechado, como se não houvesse um vírus mortal à solta.”

Também chama de sensata a forma como o Fundeb foi aprovado no Senado, que incluiu a possibilidade de transferência de até 10% de recursos do ensino fundamental e médio para escolas filantrópicas, comunitárias e religiosas. “A decisão está em linha com o objetivo estruturante do Fundo e, dada a maneira atabalhoada com que as alterações foram feitas e a urgência de aprovar a regulamentação antes do fim do ano para que a rede escolar possa contar com novos recursos já em 2021, foi sensata.”

E afirma que o presidente Jair Bolsonaro jamais se preocupou com o bem-estar econômico e social dos mais carentes. “Estivesse genuinamente preocupado com o bem-estar social e econômico de seus compatriotas, Bolsonaro teria se dedicado com afinco à construção de uma agenda programática mais robusta para enfrentar esta crise sem precedentes. Teria aberto canais de diálogo permanente com o Congresso e a sociedade. Teria pensado em políticas públicas e fontes de financiamento. Teria assumido o papel de líder da Nação no momento mais dramático de sua história recente. Mas nenhuma causa parece ser capaz de engajar o presidente a não ser a sua inoportuna campanha pela reeleição e a garantia de noites de sono tranquilo para os seus filhos.”