Imagem da Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

por Marcelo de Moraes

BRP Recomenda: o que dizem os editoriais

Equipe BR Político

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Editorial do Estadão deste domingo, 20, critica as prioridades do presidente Jair Bolsonaro em meio à pandemia. “Na agenda de Bolsonaro, disponível no site da Presidência, observa-se que até o dia 15 passado o presidente teve apenas 5 audiências com o ministro desde 16 de setembro, quando foi oficializado como titular da Saúde. Em compensação, Bolsonaro esteve presente a 10 inaugurações nesse período, em várias partes do País – numa delas, no Rio Grande do Sul, ficou mais de dez minutos acenando a motoristas na beira da estrada.”

Também cita os crescimentos “medíocres” e sempre em torno de 2% a que o Brasil parece estar fadado a viver. ” Sobre isso concordam analistas do mercado e de entidades como a Confederação Nacional da Indústria (CNI) clique aqui, o Fundo Monetário Internacional (FMI) e a Organização para Cooperação Econômica e Desenvolvimento (OCDE) clique aqui. Com baixo potencial produtivo, a economia brasileira até poderá, de vez em quando, correr na faixa de 3% a 4%, talvez um pouco acima disso, mas será incapaz de sustentar esse ritmo por vários anos. Essa avaliação, confirmada pelos fatos há muito tempo, acaba de ser reiterada por economistas da CNI e da OCDE.”

E reflete sobre as “incompetências” da política externa brasileira no atual governo. “De forma reiterada, o governo brasileiro deixou de cumprir suas obrigações financeiras com a Organização das Nações Unidas (ONU) e outros organismos internacionais. Só a dívida com as Nações Unidas soma cerca de US$ 390 milhões. A situação chegou a tal ponto que, para continuar exercendo seu direito de voto na ONU em 2021, o governo tem de pagar ao menos US$ 113,5 milhões à entidade até o fim de 2020.”