Imagem da Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

por Marcelo de Moraes

BRP Recomenda: O que dizem os editoriais

Equipe BR Político

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Neste sábado, 26, editorial do Estadão comenta sobre a “peculiar” agenda de Jair Bolsonaro em seus dois primeiros anos de governo. “Segundo membros do governo federal, os esforços do Palácio do Planalto em relação à eleição das novas presidências da Câmara e do Senado têm o objetivo de fortalecer, na segunda metade do mandato de Jair Bolsonaro, a agenda econômica do ministro Paulo Guedes no Congresso. O presidente Bolsonaro não tem contribuído, no entanto, para dar uma finalidade palatável às negociações com o Centrão. Segundo ele mesmo diz, o que deseja do Congresso não tem nenhuma relação com qualquer reforma.”

A situação atual dos investimentos estrangeiros no País é tema do jornal em segundo editorial. “O capital estrangeiro continua arisco e desconfiado, sem se encantar pelas promessas do ministro da Economia e pelas bravatas do presidente Jair Bolsonaro. Ficou em US$ 1,5 bilhão o ingresso de investimento direto em novembro. Isso é menos de um quinto do valor contabilizado um ano antes (US$ 8,7 bilhões). Neste ano entraram US$ 33,4 bilhões. Entre janeiro e novembro do ano passado a entrada líquida, diferença entre ingresso e saídas, foi quase o dobro, de US$ 66,4 bilhões. Esse tipo de investimento é o mais seguro para o País, o menos especulativo e o mais favorável à atividade econômica, porque é destinado à atividade empresarial. Também por esses fatores é o mais desejável para financiar déficits na conta de transações correntes do balanço de pagamentos.”

As relações entre Brasil e China também são debatidas pelo jornal. “‘A China tem uma estratégia para o Brasil, mas o Brasil não tem uma estratégia para a China.’ Este lugar comum no ambiente das relações sino-brasileiras reflete, por um lado, um contraste estrutural entre o modelo centralizado e dirigista chinês e uma república federativa e democrática, como o Brasil, e, por outro, certo comodismo e individualismo conjunturais dos brasileiros: a ascensão econômica da China coincidiu com o boom das commodities, e os setores produtivos brasileiros se concentraram em maximizar ganhos no comércio e investimentos.

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