Imagem da Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

por Marcelo de Moraes

BRP Recomenda: o que dizem os editoriais

Equipe BR Político

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Editorial do Estadão desta segunda-feira, 11, destaca o aumento da pobreza no Brasil. “O último balanço oficial, relativo a outubro, apontou 14,06 milhões de famílias em extrema pobreza, isto é, com renda de até R$ 89 por pessoa. Esse contingente, o maior desde 2014, correspondia a 39,99 milhões de pessoas. Os dados são do Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico), elaborado pelo Ministério da Cidadania. As famílias nessa condição eram 13,50 milhões no começo de 2020, antes da pandemia, e 13,07 milhões em janeiro de 2019, início do mandato do presidente Jair Bolsonaro. A covid-19 agravou um quadro já em deterioração.”

Também aborda outro problema social do País, o trabalho infantil, que está com sua erradicação em risco. “Por meio de decreto, o governo federal reinstituiu a Comissão Nacional de Erradicação do Trabalho Infantil, extinta por ele mesmo em 2019. Dada a gravidade do trabalho infantil, a decisão em si é acertada. Mas a composição da nova comissão, bem mais restrita em relação à anterior, faz temer pela sua real eficácia. Ao justificar a recriação da comissão, o presidente Jair Bolsonaro alegou que ela terá um papel “relevante para o diálogo social”. A realidade, porém, revela justamente o oposto, uma vez que a comissão perdeu representatividade.”

E trata 2021 como o ano da prova para todo o planeta. “O vírus ampliou as disparidades entre os países ricos e pobres, assim como entre os ricos e pobres em cada país. A polarização econômica precipitada pela pandemia inflamou a polarização política que a precedia. Grupos deixados para trás são tentados a crer que o capitalismo e a democracia fracassaram.”