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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

BRP Recomenda: O que dizem os editoriais

Equipe BR Político

No editorial desta quinta, 9, o Estadão vê riscos nas políticas do Palácio do Planalto e dos ministérios das Relações Exteriores e Meio Ambiente para o agronegócio no contexto do conflito entre os Estados Unidos e o Irã. “De janeiro a novembro o agronegócio exportou produtos no valor de US$ 89,33 bilhões, soma equivalente a 43,4% de toda a receita comercial do País. Graças ao superávit do setor, de US$ 76,8 bilhões, o Brasil conseguiu no período um saldo comercial positivo de US$ 41,1 bilhões. O superávit comercial, embora em declínio, tem sido e continua a ser um importantíssimo fator de segurança para a economia brasileira. Além desses dados, alguém deveria mostrar ao presidente o peso comercial do Irã, comprador de bens no valor de US$ 2,1 bilhões até novembro e quinto maior importador de alimentos do Brasil. Como a Presidência, a atual diplomacia parece desconhecer esses fatos. Ou bilhões de dólares e milhares de empregos perderam importância?”

Num segundo editorial, o jornal aborda distorções nos repasses do Fundo de Participação dos Municípios aos entes regionais, segundo levantamento feito pela Firjan a pedido do Estadão. “O levantamento mostra que o Fundo tem servido bem aos municípios pequenos, porém localizados em Estados mais ricos, com maior capacidade de arrecadação. Dos 5.337 municípios que apresentaram seus balanços ao Tesouro Nacional, 2.547 – 46% – não conseguem gerar receitas locais suficientes e recebem repasses do FPM abaixo da média. Destes municípios, a maioria está no Norte e Nordeste. Por outro lado, a maioria das cidades que recebem repasses acima da média está no Sul. O Rio Grande do Sul, Estado com a segunda maior geração de receita local, é o que tem a maior média per capita do FPM. As prefeituras de Santa Catarina e Paraná também se destacam por combinar alta geração de receita e altos repasses do Fundo.”

Num terceiro momento, o Estadão destaca o que classifica de postura “autoritária” do procurador da República Deltan Dallagnol em novas críticas ao Supremo Tribunal Federal no Twitter após ser advertido pelo Conselho Nacional do Ministério Público por dizer que três ministros da Corte “estão sempre formando uma panelinha”. “O tuíte de Dallagnol sobre o Supremo é, no entanto, mais que simples afronta à condução da Lava Jato no STF. Ele também envolve um juízo crítico sobre a atuação da Procuradoria-Geral da República (PGR) junto ao Supremo. No mínimo, não é deferente com o trabalho dos colegas de Ministério Público esse tipo de crítica pública, dando a entender que o paradigma de eficiência seria a atuação da força-tarefa em Curitiba sob sua coordenação.”

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