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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

BRP Recomenda: o que dizem os editoriais

Equipe BR Político

O editorial do Estadão desta sexta-feira, 14, analisa a decisão do papa Francisco de consolidar a posição doutrinal da Igreja na Exortação Querida Amazônia, suscitada pelo Sínodo da Amazônia. “Mas Francisco também deixa claro que o respeito à autonomia dos indígenas não pode significar um mero absenteísmo. “A identidade e o diálogo não são inimigos. A própria identidade cultural aprofunda-se e enriquece-se no diálogo com os que são diferentes, e o modo autêntico de a conservar não é um isolamento que empobrece.” Por isso o indigenismo que a Igreja propõe não é “completamente fechado, a-histórico, estático, que se negue a toda e qualquer forma de mestiçagem”. No mesmo diapasão, o trabalho missionário deve promover conquistas sociais, mas não pode se resumir a elas. A Igreja não pode ser “mais uma ONG”, mas deve promover uma inculturação “que nada despreza do bem que já existe nas culturas amazônicas, mas recebe-o e leva-o à plenitude à luz do Evangelho”.”

Também aborda em outro texto a decisão do presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro João Otávio de Noronha, de acolher pedido da Advocacia-Geral da União (AGU) e cassar uma liminar concedida pela 18.ª Vara Federal do Ceará, posteriormente confirmada pelo Tribunal Regional Federal da 5.ª Região (TRF-5), que suspendeu a nomeação de Sérgio Camargo para a presidência da Fundação Cultural Palmares, órgão vinculado à Secretaria Especial de Cultura do Ministério do Turismo. “Para o presidente da Corte, João Otávio de Noronha, houve clara e indevida intromissão do Poder Judiciário em seara do Poder Executivo. Ele está absolutamente certo. Em que pese o teor das declarações feitas por Camargo, não cabe ao Judiciário barrar um ato discricionário do Executivo se os requisitos legais para validação deste ato estão presentes, o que é o caso. Noutras palavras, à Justiça não é dado tecer juízo de valor sobre as escolhas feitas pelo governo federal quando as leis e a Constituição não são atacadas.”

Escreve ainda, em outro editorial, que o principal fator de segurança do comércio exterior do Brasil fraquejou em janeiro, quando as exportações do agronegócio, no valor de US$ 5,83 bilhões, ficaram 9,4% abaixo do valor faturado um ano antes. “O saldo comercial brasileiro já dependeu por muito tempo da eficiência produtiva e do poder de competição do agronegócio. O setor continuará produzindo volumes crescentes, contribuindo para a segurança alimentar do mundo e proporcionando bons saldos para o comércio brasileiro. Mas é preciso cuidar da competitividade geral da economia.”