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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

BRP Recomenda: o que dizem os editoriais

Equipe BR Político

O editorial do Estadão neste sábado, 15, analisa o processo de militarização do Palácio do Planalto. “Enquanto durar, contudo, o “gabinete fardado” do Palácio do Planalto é um indicativo claro de que o presidente Bolsonaro resolveu retirar o gerenciamento de seu governo da órbita dos políticos. “Ficou completamente militarizado o meu terceiro andar”, brincou o presidente, em referência ao andar do Palácio do Planalto onde ficam o gabinete da Presidência da República e os de alguns de seus principais auxiliares. Agora, ministros militares ocupam toda a chamada “cozinha do Planalto” – a Casa Civil, a Secretaria de Governo, o Gabinete de Segurança Institucional e a Secretaria-Geral.”

Outro tema do editorial é o projeto anunciado pelo governo para regulamentar a mineração e a produção de petróleo, gás e energia em terras indígenas. “Era previsível que a mera proposta de exploração de terras indígenas despertasse reações negativas das mais ponderadas às mais histéricas no Brasil e no exterior. Por isso, deveria ser conduzida com doses extras de diplomacia, fundamentação técnica e estratégias de comunicação e esclarecimento. Lamentavelmente, este debate tão delicado quanto importante já começa intoxicado pelo vício de origem do governo Bolsonaro: a truculência ideológica. “Vamos sofrer pressões dos ambientalistas?”, disse o presidente. “Ah, esse pessoal do meio ambiente, né? Se um dia eu puder, confino na Amazônia.””

E ainda questiona: os contemporâneos estão mais satisfeitos com suas vidas? “A percepção sobre o impacto da tecnologia é ambivalente. A cada dez profissionais, quatro dizem que as novas tecnologias tornaram seu trabalho mais árduo, enquanto três dizem que tornaram menos. Três em dez adultos dizem estar frequentemente estressados pela quantidade de informações que precisam ponderar para tomar decisões importantes. As mídias sociais também causam uma mistura de sensações negativas e positivas, mas são vistas mais como fonte de conexões com outras pessoas (para 70% dos entrevistados) do que de experiências que despertam o sentimento de solidão (para 30%).”

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