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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

BRP Recomenda: o que dizem os editoriais

Equipe BR Político

Neste domingo, o Estadão comenta em seu editorial o preocupante “apoio” do presidente Jair Bolsonaro e de sua militância à greve de policiais militares no Ceará. O jornal lembra que o atual ocupante do Palácio do Planalto apoiou a greve de PMs no Espírito Santo em 2017. E que, apesar de defender a “ordem”, Bolsonaro não é o maior fiel às leis. “O problema é que Bolsonaro sempre se apresentou como defensor da “ordem”, mas não da lei. Seus discursos corriqueiros em favor do assassinato de suspeitos por policiais, da eliminação física de opositores do regime militar e da tortura durante a ditadura deveriam bastar para mostrar que seu conceito de “ordem” passa longe do que preconiza o cânone da democracia liberal. Nesta, a ordem só existe como corolário do respeito incondicional à lei – e não é possível que um admirador confesso e ruidoso de um notório torturador, como foi o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, seja ao mesmo tempo respeitador da lei. A incompatibilidade é evidente, pois a lei é justamente o que impede que um suspeito de crime seja torturado para confessá-lo.”

Outro editorial elogia uma iniciativa que deu certo: a criação da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas. A iniciativa, que foi iniciada há 15 anos atrás pelo Instituto de Matemática Pura e Aplicada (Impa), é considerado um sucesso: colocou o Brasil na “elite” da matemática mundial, segundo a International Mathematical Union. O problema é que a bem sucedida iniciativa não consegue se expandir para todo o ensino superior. “Os demais níveis, como tem revelado o Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), o Brasil ocupa os últimos lugares. Esse é paradoxo do ensino básico do País: apesar das ilhas de eficiência, como é o caso da Olimpíada Brasileira de Matemática, no conjunto a qualidade do ensino é baixa, por causa de políticas educacionais equivocadas e erráticas.”

O terceiro editorial do jornal louva o atual plano cicloviário da cidade, mas faz um “porém”. “O que não é compreensível é que este trabalho de revitalização se limite às ciclofaixas, não se estendendo às pistas de rolamento para automóveis na mesma via, e que demandam igual tratamento. O Estado percorreu uma série de ruas e avenidas da cidade observando essas discrepâncias. De um lado, uma ciclofaixa impecavelmente reconstituída, bem sinalizada e nivelada, bastante segura para os ciclistas, como deve ser. De outro, buracos, pedras soltas e desníveis na mesma via, comprometendo não só a segurança de motoristas e pedestres, mas a dos próprios ciclistas, já que para desviar de um buraco o motorista pode acabar lançando o carro sobre a faixa a eles destinada.”

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