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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

BRP Recomenda: O que dizem os editoriais

Equipe BR Político

Num primeiro momento, o editorial do Estadão aborda o recuo da produção industrial com a volta ao nível de fevereiro de 2009 ou no patamar de 17,1% abaixo do pico atingido em maio de 2011, levando em consideração a crise na Argentina. “Em novembro, o desempenho foi pior que o de um ano antes em 18 dos 26 ramos da indústria, em 43 dos 79 grupos e em 53,8% dos 805 produtos cobertos pela pesquisa do IBGE. Também durante o ano os números negativos foram difusos. Não há como desprezar esses dados, mesmo levando em conta a grande importância da indústria automobilística no conjunto da atividade industrial.”

Em outro editorial, o jornal fala do problema grave da renovação, no final do primeiro semestre, do mandato de 12 dos 24 membros do Conselho Nacional de Educação (CNE), que é o órgão encarregado, entre outras atribuições normativas e administrativas, de promover a articulação do sistema educacional entre a União, os Estados e os municípios, definir diretrizes para formação docente, emitir pareceres sobre políticas educacionais e fiscalizar o cumprimento da legislação do setor. “A área educacional foi a mais atingida pela gestão desastrosa de Bolsonaro, em seu primeiro ano de mandato. A se confirmar essa simbiose entre orientação evangélica, diretrizes conservadoras, inépcia administrativa e voluntarismo no CNE, a situação ficará pior.”

Por último, o Estadão escreve sobre a necessidade de o Brasil, como segunda potência agropecuária do mundo e guardião de um bioma decisivo para a vida planetária, a Amazônia, protagonizar uma verdadeira “Primavera Verde”. Cita iniciativas de grupos de empreendedores brasileiros das chamadas clean techs e startups para impactar positivamente o clima intensificando a produtividade em setores como agropecuária, saneamento, energia, logística e mobilidade ou uso de solo e florestas. “No Mato Grosso, uma das principais fazendas de soja e gado do Brasil, a Roncador, conseguiu intensificar a pecuária, reduzindo a área de pastagem de 60 mil hectares para 30 mil, por meio do modelo de integração lavoura-pecuária – um sistema consorciado que alterna pasto com soja aumentando a ciclagem de nutrientes no solo e mantendo sua umidade.”

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