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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

BRP Recomenda: o que dizem os editoriais

Equipe BR Político

Editorial do Estadão desta quinta-feira, 26, repercute a notícia revelada pelo BRPolítico de que o presidente Jair Bolsonaro convocou aliados pelo WhatsApp para participar de protestos contra o Congresso. Para o jornal, Bolsonaro precisa deixar claro que não apoia o uso de sua imagem para atacar o Parlamento. “O presidente Jair Bolsonaro precisa esclarecer, sem meios termos, que não apoia a convocação de uma manifestação em sua defesa e contra o Congresso Nacional, feita por seus apoiadores. Os cidadãos são livres para se manifestar contra quem bem entenderem, mas um presidente da República não é um cidadão comum e não pode permitir que seu nome seja usado para alimentar um protesto contra os demais Poderes constituídos. Se aceitar essa associação, ou, pior, se incentivá-la mesmo indiretamente, Bolsonaro estará corroborando as violentas críticas que esses apoiadores, em claro movimento golpista, estão fazendo contra o Congresso, tratado nas redes sociais bolsonaristas como “inimigo do Brasil’.”

O jornal comenta também outra manifestação que tem sido insuflada por aliados do presidente: o motim dos PMs no Ceará. “Os policiais militares amotinados no Ceará prepararam uma lista de reivindicações na qual figura no topo e grafada com letras maiúsculas a palavra ‘anistia’. Pois é exatamente o primeiro item a ser rechaçado pelo governo do Estado a fim de impedir que gravíssimas violações às leis e à Constituição, como é este motim, tornem-se corriqueiras não só no Ceará, mas em todo o País.”

Ainda fala sobre a chegada do coronavírus ao Brasil e as consequências: “Maior ameaça à economia mundial neste momento, o coronavírus acaba de chegar ao Brasil, aumentando a incerteza sobre a recuperação do País em 2020. O primeiro caso de contaminação foi anunciado na terça-feira de carnaval. No dia seguinte as ações despencaram. Minutos depois de aberta a bolsa, seu principal indicador, o Ibovespa, havia caído 3,95%. A queda ainda chegaria, em pouco tempo, a mais de 5%, indo além, depois, dos 7%. O dólar havia saltado para R$ 4,415 e atingiria mais tarde R$ 4,44. Esses números caracterizaram o primeiro susto. Riscos para a economia brasileira e respostas políticas ainda estão para ser avaliados.”

 

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