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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

BRP Recomenda: o que dizem os editoriais

Equipe BR Político

O editorial do Estadão deste sábado, 29, analisa o envolvimento do presidente Jair Bolsonaro na divulgação de ato a favor do governo previsto para o dia 15. “Evidentemente, não se pode antever o resultado das manifestações em prol do presidente Jair Bolsonaro, tampouco o dos atos contrários, marcados por grupos de oposição para o próximo dia 18. Talvez o apoio popular ao presidente não seja mais o mesmo, e por isso ele sinta necessidade de se envolver direta e pessoalmente na convocação da manifestação do dia 15, afrontando a Constituição e o Congresso Nacional.”

Também aborda a nova proposta do Facebook de criação de um Conselho Supervisor independente com discricionariedade para rever as suas próprias decisões sobre o conteúdo publicado. “É cedo para saber até que ponto ele será autônomo. Mas é promissor que o Facebook tenha se dado conta – ou queira dar a impressão – de que a livre circulação de ideias não é um fruto espontâneo do laissez-faire, e sim um fruto cultivado pelo combate à fraude, à manipulação e à intimidação. Afinal, talvez não faça tanta diferença se os indivíduos raciocinam bem ou mal. Mas faz toda a diferença se o fazem de boa ou má-fé.”

Num terceiro texto, a tragédia anunciada em levantamento da Unidade de Pesquisa em Álcool e Drogas da Universidade Federal Paulista sobre os frequentadores da Cracolândia em São Paulo. “Em três anos a proporção de mulheres subiu de 16,8% para 23,7%, e a de transgêneros, de 3,7% para 7,5%. São grupos mais vulneráveis. Se o contingente de homens que sofreu perda de consciência pelo crack – um indicador de alto risco – é de 29,3%, o de transgêneros é de 44,4% e o de mulheres, de 46,3%. Enquanto para os homens a média de indicadores de distúrbios psíquicos graves – como automutilação, psicose, ideação ou atuação suicida – é de 40%, para as mulheres é de 63%. De resto, a dependência das mulheres impacta mais diretamente seus filhos. Felizmente, a proporção das dependentes que usam contraceptivos aumentou e a de gestantes diminuiu.”

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