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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

BRP Recomenda: O que dizem os editoriais

Equipe BR Político

Nesta quinta-feira, 5, editorial do Estadão trata das “piadas” de mau gosto do presidente Jair Bolsonaro. E como a falta de noção das reformas e projetos importantes para o País atrapalham a ponto de Paulo Guedes ter de ir pedir auxílio para movimentos de rua. “É ocioso esperar que um governo cujo chefe se conduz dessa maneira e que trata questões sérias como piada seja bem-sucedido na tarefa de convencer a opinião pública e os parlamentares da seriedade de seus propósitos. Assim, entende-se por que Paulo Guedes tenha sentido a necessidade de procurar o apoio de grupos supostamente capazes de mobilizar parte da sociedade em favor de suas pautas, pois, se depender do empenho do presidente, há enorme risco de ver naufragar importantes reformas que já deveriam estar encaminhadas.”

O jornal também trata do assunto que deveria ter sido tratado por Jair Bolsonaro na última quarta-feira: o crescimento decepcionante do PIB. “O Brasil emperrou no primeiro ano do governo Bolsonaro, com crescimento econômico de apenas 1,1%. Foi um resultado inferior ao de qualquer dos dois anos anteriores, quando o Produto Interno Bruto (PIB) aumentou 1,3%. Sem reconhecer o fiasco, o Ministério da Economia aponta “melhora substancial” na atividade, com o setor privado puxando a produção e o investimento. É uma estranha comemoração. Um dos motores principais do setor privado nos grandes emergentes, a indústria de transformação, cresceu 0,1%, quase nada. O investimento produtivo, de fato puxado pelas empresas privadas, avançou 2%, bem menos que no ano anterior, quando havia crescido 3,9%, quase o dobro do verificado em 2019.”

A publicação traz ainda um texto no qual demonstra preocupação com o aumento da taxa de desemprego na América Latina. “As estimativas são de que no final de 2019 as taxas de desemprego tenham ficado em 8,1%, dois pontos porcentuais acima do registrado em 2014, quando se atingiu o nível mais baixo de desocupação neste século. Em 2020, a se confirmarem as projeções de crescimento econômico lento (1,4%), as taxas de desemprego devem se elevar para 8,4%. Serão 26 milhões de desempregados que podem aumentar para 27 milhões – sem contar cerca de 40 milhões de subutilizados, ou quase 20% da força de trabalho. A criação de empregos com registro se desacelerou, principalmente em relação aos empregos por conta própria, sinal de aumento de informalidade, enquanto a subocupação por insuficiência de horas aumentou, evidenciando a precarização do trabalho.”

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