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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

BRP Recomenda: O que dizem os editoriais

Equipe BR Político

Editorial do Estadão desta sexta-feira, 5, mostra a perplexidade com o “otimismo” do governo ante a crise que promete derrubar o crescimento mundial. Segundo o jornal, a equipe do presidente Jair Bolsonaro “parece de outro planeta” ao comentar os problemas da realidade. “Danos econômicos já se espalham por todo o mundo, produzidos pela epidemia de coronavírus, mas o governo brasileiro tem-se comportado como se estivesse em outro planeta. O crescimento mundial poderá cair de 2,6% em 2019 para cerca de 1% neste ano, segundo o Instituto de Finanças Internacionais (IIF), formado por 500 dos maiores grupos financeiros do mundo. No Brasil, já há quem projete expansão abaixo de 2% para o Produto Interno Bruto (PIB). Exportadores de petróleo voltaram a rebaixar a demanda mundial esperada para este ano, enquanto a Associação Internacional de Transportes Aéreos (Iata) calcula perdas entre US$ 63 bilhões e US$ 113 bilhões, em 2020, para a indústria da aviação civil. Mas os brasileiros deveriam ficar tranquilos, garantiu na quarta-feira, em Brasília, o ministro da Economia, Paulo Guedes.”

O jornal também comemora o acordo entre Planalto e Legislativo que resultou na manutenção dos vetos ao Orçamento impositivo, mas faz uma ressalva que, em breve, os ânimos podem voltar a se acirrar. “O desfecho aparentemente evitou um confronto aberto entre o governo e o Congresso, o que pode ajudar a desanuviar a atmosfera pesada que se verificou nas últimas semanas. Nada impede que as manifestações, marcadas para o próximo dia 15, voltem a acirrar os ânimos contra o Congresso, mas por ora o que se tem é um acordo concreto – o que, na conturbada relação do governo de Bolsonaro com o Congresso, é uma grande e boa novidade.”

A publicação ainda trata da catástrofe provocada pelas chuvas na Baixada Santista. “As recentes tempestades na Baixada Santista já deixaram pelo menos 28 mortos, mais de 40 desaparecidos e quase 500 desabrigados. Neste verão, só no Sudeste as chuvas já mataram mais de 140 pessoas – 70% a mais do que no verão passado. Dados da Defesa Civil apontam que a região já conta com mais de 87 mil pessoas desabrigadas ou desalojadas. Por mais excepcional que tenha sido o volume das chuvas nas últimas semanas, esses números catastróficos sinalizam a urgência de se rever drasticamente os protocolos de contingenciamento, assim como as políticas habitacionais em zonas de risco.”

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