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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

BRP Recomenda: o que dizem os editoriais

Equipe BR Político

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O editorial do Estadão desta terça, 10, analisa como o ministro Paulo Guedes lida com o caos do mercado financeiro. “Enquanto o pânico varria os mercados, com as bolsas desabando, o preço do petróleo despencando e o dólar disparando em todo o mundo, o ministro da Economia, Paulo Guedes, insistia, ontem de manhã, em ostentar tranquilidade e quase indiferença em relação aos desafios econômicos associados ao coronavírus. Reformas estruturantes são a melhor resposta à crise, disse o ministro, como se os estragos – já iniciados ou já captados no radar – fossem adiáveis até a aprovação e sanção de projetos ainda nem mandados ao Congresso. Enquanto essas declarações eram difundidas, circuit breakers eram acionados em bolsas, no Brasil e no exterior, para interromper os negócios e deter, por algum tempo, o tombo das cotações.”

Também aborda o acordo militar firmado entre Brasil e EUA que pode ampliar o bilionário mercado americano para empresas brasileiras do setor bélico. “A assinatura do RDT&E projeta um estreitamento da cooperação entre Brasil e Estados Unidos no âmbito militar, abre perspectivas de avanço em negociações comerciais bilaterais em outras frentes e fortalece a posição regional do País. O Brasil já exporta produtos do setor de Defesa para cerca de 85 países. Agora poderá ter acesso mais amplo ao maior mercado militar do mundo, o dos Estados Unidos e da Otan”.

Num terceiro texto, cita a reunião que banqueiros tiveram com o alto escalão do governo nos últimos dias para pressionar pelas reformas, com vista a acelerar o crescimento do País. “De nada adianta o ministro da Economia, Paulo Guedes, cobrar que o Congresso “assuma a responsabilidade” de aprovar as reformas para desengessar o Orçamento se o próprio governo não se empenha em negociá-las com os parlamentares. Sem que o governo se apresente e defenda a agenda chancelada por quase 58 milhões de eleitores na eleição presidencial de 2018, prevalece a falta de rumo – que só não foi maior porque as lideranças do Congresso se provaram interessadas em levar adiante as reformas.”

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