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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

BRP Recomenda: o que dizem os editoriais

Equipe BR Político

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O Estadão desta quarta-feira, 17, opina sobre a “ausência” de Jair Bolsonaro da cadeira de presidente. O jornal destaca que, durante quase um ano e meio de mandato, o ex-deputado nunca ocupou de fato o posto que lhe foi confiado. E que isto fica cada vez mais explicito na atuação dele diante da crise com o coronavírus. “Bolsonaro nunca esteve preocupado com o bem-estar dos cidadãos do País que foi eleito para governar, muito menos com o bem-estar dos cidadãos dos países vizinhos. Sua única preocupação é com seus devaneios. Em sua concepção, a ‘histeria’ com a pandemia ‘com certeza’ é fruto de ‘um interesse econômico’ de alguém ou de algum país que ele não se deu ao trabalho de nomear; ou então resulta de ‘luta pelo poder’ no Brasil, parte do que ele chamou de ‘golpe’. Enquanto o mundo todo mobiliza energias para combater a pandemia, inclusive com a decretação de quarentena em países inteiros, Bolsonaro continua a dizer que tudo está sendo ‘superdimensionado’ – e chegou ao cúmulo de criticar os governadores de Estado que “tomaram medidas que vão prejudicar muito a nossa economia”, numa referência às providências absolutamente necessárias para limitar a circulação de pessoas e, assim, conter a propagação do vírus.”

O jornal também trata do atual líder russo, Vladimir Putin, que se tornou uma espécie de “czar anacrônico” do século XXI. “O presidente Vladimir Putin repousa sobre um trono de chumbo no Kremlin e caminha a passos largos para permanecer dando as ordens na Rússia ao menos até 2036. Na segunda-feira, o Tribunal Constitucional do país ratificou a reforma da Constituição aprovada pela Duma, a câmara baixa do Parlamento, e sancionada pelo presidente no dia 14 passado. A reforma, que para começar a valer deve ser aprovada por uma votação popular prevista para o dia 22 de abril – data em que se celebra o aniversário de Lenin –, abre caminho para a consolidação da autocracia do líder russo. Nomeado primeiro-ministro por Boris Yeltsin em 1999, Vladimir Putin poderá perfazer 37 anos no poder, algo sem precedente na história republicana moderna.”

Em seu terceiro editorial, o Estadão diz que o pacote de contenção da Economia contra os efeitos colaterais do coronavírus é “tímido”. “Chama logo a atenção o impacto fiscal do pacote: é minúsculo, quase nulo, como confirmou o secretário do Tesouro, Mansueto Almeida. Pergunta inevitável: se é possível agir sem ampliar o buraco das contas públicas, por que tanta demora? A resposta parece bem clara. A equipe econômica só agiu agora porque demorou a reconhecer os efeitos da pandemia.”

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