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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

BRP Recomenda: O que dizem os editoriais

Equipe BR Político

Nesta sexta-feira, 19, editorial do Estadão critica o presidente Jair Bolsonaro pela postura na coletiva da última quarta-feira, quando reuniu sua equipe ministerial para anunciar medidas contra o coronavírus. “Ficará para a história a desfaçatez de um presidente que usa um momento tão delicado da vida nacional para se promover e para inventar inimigos, em especial a imprensa, com indisfarçáveis propósitos autoritários. Na entrevista em que deveria detalhar seus planos contra a pandemia, Bolsonaro gastou energia para tentar jogar a opinião pública contra jornalistas e mentiu mais de uma vez – ao dizer que estava preocupado com o coronavírus desde fevereiro; e ao negar que tenha convocado manifestações contra o Congresso mesmo diante da recomendação do Ministério da Saúde de que não houvesse aglomerações. De quebra, aproveitou o ensejo para convocar seus apoiadores a fazer um panelaço para se contrapor a mais um protesto contra seu governo, ocorrido anteontem.”

O jornal também trata da possível recessão mundial que virá após a doença ser contida. “O risco de crescimento zero ou de contração econômica no Brasil já está nos cenários de grandes bancos, consultorias e instituições de pesquisa, como assinalou o Estado. As possibilidades de expansão igual ou superior a 2% já sumiram. Pelas novas contas do Itaú Asset, por exemplo, o Produto Interno Bruto (PIB) poderá encolher 0,3% neste ano. As estimativas do Credit Suisse incluem retração de 0,1% no primeiro trimestre e de 1,6% no segundo, com o resultado geral do ano equilibrado em 0%. A LCA Consultores aponta como provável um resultado negativo de 0,4% em 2020. Pelo cálculo anterior deveria haver uma expansão de 1,7%.”

Há ainda um texto sobre os problemas identificados no mercado de trabalho mundial mesmo antes do advento do coroanvírus. “Entre 2009 e 2018 o desemprego no mundo declinou gradualmente. Mas essa tendência se estancou e deve permanecer estagnada por ao menos dois anos, segundo o relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT) Perspectivas Sociais e do Emprego no Mundo. Não à toa, a organização destaca que 7 entre 11 sub-regiões do globo experimentaram um crescimento na incidência de protestos contra o desemprego e suas consequências.

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