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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

BRP Recomenda: O que dizem os editoriais

Equipe BR Político

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Nesta sábado, editorial do Estadão discute a decisão do governador do Rio, Wilson Witzel, de fechar as fronteiras de Estado. E lembra que a medida é ilegal, já que cabe à União este tipo de controle. “O fechamento das fronteiras é uma medida radical que se impõe diante da gravidade da pandemia de covid-19. Países do mundo inteiro têm recorrido à restrição do trânsito de passageiros por via aérea, marítima ou terrestre como forma de reduzir a velocidade de disseminação do novo coronavírus. Mas, por óbvio, não se pode descumprir as leis e a Constituição, por mais justificáveis que sejam as medidas de segurança. A tolerância em relação a uma exceção sequer abriria perigoso espaço para muitas outras, o que, in extremis, poderia levar o País a um perigoso estado de anomia. As decisões governamentais podem ser urgentes, mas a urgência não autoriza que sejam irrefletidas ou ilegais.”

Ainda mantendo o assunto nas decisões presidenciais, o jornal critica a posição de Bolsonaro de politizar a crise. E faz uma comparação entre o atual ocupante do Palácio do Planalto e seus arqui-inimigos, os petistas. “Desde a campanha eleitoral de 2018 se sabe que lulopetismo e bolsonarismo são da mesma cepa. Um alimenta o outro, na expectativa de que a polarização os favoreça, e ambos só se preocupam de fato com os interesses de seus líderes messiânicos, nunca com os interesses dos brasileiros em geral – que são invocados por esses demagogos apenas para sustentar uma retórica salvacionista destinada a justificar expedientes autoritários.”

O último editorial discute a previsão do Produto Interno Bruto (PIB) de 2020. “Com algum vento a favor no segundo semestre e muito esforço, o governo poderá garantir algum crescimento econômico em 2020. Qualquer resultado acima de zero será uma vitória, a julgar pelas condições de hoje, quando a prevenção sanitária impõe severo sacrifício às vendas e à produção. Pela nova previsão oficial, anunciada na sexta-feira à tarde, poderá haver expansão de 0,02%. Mas é preciso, para começar, uma avaliação realista do desempenho alcançado até o advento da epidemia do novo coronavírus. O aumento do Produto Interno Bruto (PIB) no ano passado, de apenas 1,1%, foi um fiasco. A recuperação a partir do fim do ano, mencionada com insistência pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, foi menos notável do que ele tenta fazer crer – e certamente menos entusiasmante.”

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