Imagem da Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

BRP Recomenda: O que dizem os editoriais

Equipe BR Político

Exclusivo para assinantes

Nesta segunda-feira, o Estadão traz como um dos temas de seus editoriais elogios às medidas impostas pelo governo federal, Estados e municípios. A União estaria tratando adequadamente a questão econômica, abrindo os cofres para minimizar os impactos nos empregos e no bolso da população. E governadores e prefeitos estariam acertando ao impor medidas restritivas como forma de contenção do vírus. “Salvar vidas, manter empregos e ajudar os mais pobres a atravessar a crise devem ser as maiores preocupações, neste momento, e o governo decidiu enfim reconhecê-las, apesar da resistência inicial do presidente Jair Bolsonaro. A proteção de empregos e a distribuição de dinheiro aos mais necessitados – como os mais de 40 milhões de informais – são algumas das medidas mais importantes anunciadas nos últimos dias pela equipe econômica. Complementam as normas de segurança indicadas pelas autoridades sanitárias e encampadas por prefeitos e governadores. É preciso limitar a circulação e a aglomeração de pessoas para frear o contágio e defender a vida, mas pode-se ir além disso.”

Em outro texto, o jornal lembra que a crise global está apenas começando, mesmo com o coronavírus arrefecendo na Ásia. “Tudo indica que o PIB mundial encolherá no primeiro semestre e na melhor das hipóteses ficará estagnado no segundo – o pior desempenho desde a crise financeira de 2007-2009 –, mas pode reacelerar em 2021, à medida que as cadeias de produção voltarem à ativa em busca do tempo perdido. Por outro lado, há o risco de que a contenção do vírus se prolongue mais do que o esperado ou sofra retrocessos insuspeitados. Em meio à incerteza, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) emitiu seu primeiro diagnóstico: Covid-19 e o Mundo do Trabalho: Impactos e Respostas.”

O último editorial da segunda-feira trata dos gastos das prefeituras, muitos acima da Lei de Responsabilidade Fiscal. “Diante do estado de calamidade pública provocado pela pandemia da covid-19, as reformas estruturais de ajuste fiscal ficaram em segundo plano. Mas isso não significa que não se deva atacar as causas crônicas da irresponsabilidade fiscal, até para aplicar mecanismos de controle – como os previstos na PEC Emergencial ainda não aprovada pelo Congresso – que deem flexibilidade para que o poder público faça gastos urgentes para conter as hemorragias sanitárias e econômicas.”

Tudo o que sabemos sobre:

Editorial Estadão