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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

BRP Recomenda: O que dizem os editoriais

Equipe BR Político

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Nesta terça-feira, 24, editorial do Estadão fala sobre a medida provisória 927, a mais nova “trapalhada” de Jair Bolsonaro e sua equipe econômica. E contrapõe os tropeços do planalto com os acertos do Banco Central (BC). “Enquanto o presidente de novo se mostrava desorientado, o Banco Central (BC) confirmava sua liderança, entre os órgãos federais, no combate aos efeitos econômicos do coronavírus. Mais facilidades para o crédito foram anunciadas pela autoridade monetária, ontem cedo, numa linha de ação comparável à do Federal Reserve (Fed) nos Estados Unidos. As novas medidas somam-se àquelas apresentadas nas últimas semanas e complementam o corte de juros básicos – de 4,25% para 3,75% ao ano – decidido na quarta-feira passada. Se os bancos seguirem o rumo indicado pelo BC, novos financiamentos darão fôlego às empresas, prevenindo ou atenuando uma quebradeira e reduzindo os custos sociais da crise já instalada no Brasil e na maior parte do mundo.”

Trata também da possibilidade do adiamento das eleições municipais deste ano. E trata a ideia, defendida pelo ministro da Saúde, Henrique Mandetta, como “extemporânea”. “Extemporânea porque as eleições ainda estão muito distantes. Não se discute a seriedade da atual crise, mas definitivamente não é hora de falar em alteração do calendário eleitoral. Como bem lembrou o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, a campanha só começa oficialmente no dia 15 de agosto – época em que, segundo as projeções do Ministério da Saúde, a epidemia deve começar a declinar. ‘O problema da eleição tem de ser tratado em agosto, não agora. Se a curva do ministro (sobre o declínio da epidemia) estiver certa, quando a gente chegar em agosto teremos condições de organizar esse assunto’, declarou Maia.”

O jornal ainda debate o declínio da popularidade de Jair Bolsonaro em meio a crise do coronavírus. “A atuação errática do presidente Jair Bolsonaro ao lidar com a crise, muitas vezes contrapondo seus atos e palavras às diretrizes definidas por membros de sua própria equipe, mostra que ao presidente importa mais o seu interesse imediato – a reeleição – do que a saúde e o bem-estar dos brasileiros. Ao proceder assim, Bolsonaro paga o preço de sua pequenez, de sua incorrigível incapacidade para liderar a Nação em meio a uma crise sanitária, social e econômica sem precedentes na história recente do País. Dos 48% de paulistanos que consideram o governo federal ‘ruim ou péssimo’, nada menos do que 40% estão no polo extremo que avalia a atuação do presidente da República como ‘péssima’.”

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