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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

BRP Recomenda: O que dizem os editoriais

Equipe BR Político

Em seu principal editorial nesta segunda-feira, o Estadão constata que medidas irrelevantes e desencontradas anunciadas neste início de ano mostram o governo de Jair Bolsonaro perdido e sem prioridade clara. “Além de tirar eficácia da ação estatal, essa falta de coordenação provoca atritos e tensões absolutamente desnecessários entre órgãos do governo. Não há tempo a perder. A situação econômica e social do País exige um governo federal capaz de definir e enfrentar as prioridades nacionais, sem desperdiçar energias em ações que não apenas não trazem benefícios relevantes, como são, em muitos casos, atalhos para o atraso.”

Entre esses atalhos, o jornal aponta o pretendido subsídio de energia elétrica a templos religiosos, que contraria a equipe econômica, e a extinção do DPVAT. “Construir exige tempo, plano, recursos e execução adequada. Destruir ou desorganizar é muito mais fácil. Além disso, medidas descoordenadas produzem danos muito além de suas respectivas áreas”, diz o texto.

No editorial econômico, o jornal aponta um algo que vai na linha contrária, e que demonstra o paradoxo fundamental do governo Bolsonaro: a despeito dos problemas apontados, existe um otimismo incontido por parte dos empresários e do mercado com as perspectivas de um crescimento um pouco mais robusto neste ano.

No texto, o editorial mostra que pesquisa feita pela Fundação Getúlio Vargas é a maior desde janeiro do ano passado. “Não se deve esquecer de que o principal incentivo ao consumo deverá ser o crédito, desde que concedido a juros decrescentes, viabilizados pela fixação da menor taxa básica da história brasileira. Há muito espaço para os bancos cortarem juros e emprestarem mais”, pontua o editorial.