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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

BRP Recomenda: O que dizem os editoriais

Equipe BR Político

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Editorial do Estadão desta sexta-feira, 26, fala do isolamento que Jair Bolsonaro se auto-impôs em seu próprio governo. “O presidente da República, Jair Bolsonaro, escolheu isolar-se dentro de seu próprio governo. Multiplicam-se os relatos de que Bolsonaro já não dá ouvidos nem mesmo a alguns de seus principais ministros, inclusive em questões de alta complexidade e que demandam o parecer de especialistas. O desencontro entre o discurso irresponsável do presidente em relação à epidemia de covid-19 e as recomendações de cautela por parte do Ministério da Saúde foi apenas o mais recente exemplo do distanciamento de Bolsonaro daqueles que trabalham para auxiliá-lo neste momento dramático.”

O jornal discute também o esforço do governo em proteger atividades consideradas essenciais, ou seja, que não poderiam parar mesmo em um “lockdown” completo do País. “É louvável o esforço do Estado prevendo e especificando as medidas necessárias para o enfrentamento da pandemia do novo coronavírus, tais como isolamento e quarentena. Igualmente louvável é o esforço para que essas medidas não afetem os serviços públicos e as atividades essenciais, o que poderia deixar a população em situação ainda mais vulnerável. É preciso enfrentar essa crise com prudência, responsabilidade e um grande sentido prático. Nesse sentido, é de fundamental importância que a população receba, com clareza, as devidas orientações sobre o que deve ser feito e o que deve ser evitado. Ruídos na comunicação podem produzir ainda mais danos num cenário já repleto de incertezas e prejuízos.”

Ainda trata do desafio que será a retomada da Economia diante do crescimento prejudicado devido ao coronavírus. “Crescimento zero, a nova projeção do Banco Central (BC) para a economia brasileira, é uma estimativa mais otimista que as de várias instituições do mercado. Os estragos causados pelo surto de coronavírus deverão ser bem maiores, segundo economistas de bancos, financeiras e consultorias. A maior parte dos cálculos aponta perdas de produção na faixa de 1% a 2%, mas há cenários piores. O Banco Safra, por exemplo, reduziu de -0,3% para -2,8% o resultado previsto para 2020. Todos os cálculos, no entanto, são especialmente inseguros. É difícil dizer quando haverá condições para a normalização gradual dos negócios e da vida cotidiana – condições seguras, sem a precipitação defendida por gente irresponsável.”

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