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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

BRP Recomenda: o que dizem os editoriais

Equipe BR Político

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O editorial do Estadão nesta segunda, 30 analisam a decisão do G-20 de injetar US$ 5 trilhões na economia global para enfrentar os impactos da pandemia de covid-19. “Graças à liderança caótica e hesitante de Bolsonaro, a equipe econômica até agora apresentou medidas tímidas que representam menos de 4% do PIB, segundo cálculo da Fundação Getúlio Vargas, enquanto os Estados Unidos poderão despender até 11% do PIB e o Reino Unido, 17%, para ficar apenas em países governados por políticos que Bolsonaro admira. O Reino Unido vai bancar até 80% da renda dos trabalhadores cujos salários forem suspensos, dentro de um limite de 2.500 libras mensais, bem acima do salário mínimo de 1.300 libras. Já Bolsonaro dará um “voucher” de R$ 600 (60% do salário mínimo) para trabalhadores informais – lembrando que, inicialmente, o presidente havia proposto R$ 200, e só bancou um valor maior depois que o Congresso propôs R$ 500.””

Em outro texto, também discorre sobre a decisão dos EUA de indiciar Nicolás Maduro e membros da cúpula do regime chavista da Venezuela por participação em um esquema de “narcoterrorismo”. “As acusações penais contra Nicolás Maduro e membros da cúpula chavista, que podem ser condenados à prisão perpétua nos Estados Unidos, chegam em um momento de particular fragilidade da oposição ao regime na Venezuela e, em especial, de enfraquecimento da liderança do presidente encarregado, Juan Guaidó. A ação surpreendente do governo americano tem potencial para reverter este curso e para concluir a mais grave crise política, econômica e humanitária na América Latina em décadas, além de dar ao presidente Donald Trump um troféu a ser exibido em sua campanha pela reeleição.”

Também fala sobre o desafio dos profissionais de saúde diante da pandemia do coronavírus. “Itália tem cerca de 12 leitos de UTI por 100 mil habitantes. Mas algumas cidades precisaram aumentar a oferta em 50%. Segundo estudo da FGV, o Brasil tem um número razoável de leitos: 15,6 por 100 mil habitantes. A distribuição social e regional, contudo, é desigual. A média do SUS é de 7,1 leitos. Em 72% das regiões, a oferta do SUS é inferior à mínima necessária em períodos típicos. O estudo calcula que num cenário-base de 20% da população infectada, com 5% de casos graves, 294 das 436 regiões de saúde do País ultrapassariam a taxa de ocupação de 100%. A oferta de respiradores segue um padrão similar. Em poucas palavras, não é impossível que, como na Itália, os médicos tenham que escolher quem será abandonado à morte.”

 

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