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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

BRP Recomenda: o que dizem os editoriais

Equipe BR Político

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O editorial do Estadão nesta quarta, 1, fala dos ataques do presidente Jair Bolsonaro à imprensa e à ciência. “Mesmo alguns dos ministros mais importantes do governo deixam claro que o melhor para o País, hoje, é levar a sério a ciência e não o presidente. Além do ministro Mandetta, que continua a defender “grau máximo de isolamento” para conter a pandemia, o ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que, “como economista, gostaria que pudéssemos manter a produção, voltar o mais rápido possível”, mas, “como cidadão, seguindo o conhecimento do pessoal da Saúde, ao contrário, quero ficar em casa e fazer o isolamento”. E o ministro da Justiça, Sérgio Moro, compartilhou em suas redes sociais um “excelente artigo” – palavras dele –, segundo o qual “é hora de ouvir a ciência”.

Também aborda a questão dos gastos públicos diante da pandemia. “Juros contidos ajudarão a limitar a expansão da dívida pública. O endividamento aumentará, de toda forma, para cobrir o déficit crescente. Em fevereiro, a dívida bruta do governo geral (três níveis) atingiu R$ 5,61 trilhões e passou de 76,1% para 76,5% do PIB. Membros da equipe econômica falavam em mantê-la abaixo de 80% do PIB, mas isso será difícil neste ano. A esperança é retomar esse trabalho em 2021.”

Em outro texto, cita o apelo do secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, de cessar-fogo “em todos os cantos do mundo”. “A ONU pede um pacote de US$ 2,5 trilhões para socorrer os países em desenvolvimento. “Creio que o interesse próprio esclarecido prevalecerá”, disse Guterres. “Se o vírus não for suprimido no mundo em desenvolvimento, se alastrará como fogo em mato seco. Com milhões de transmissões, ele pode sofrer mutações e contra-atacar o mundo desenvolvido.” É uma constatação irrefutavelmente lúcida, assim como esta: “A fúria do vírus ilustra a loucura da guerra”. Ambas impõem a missão de lutar “como o diabo” para que a solidariedade na pandemia ilustre a sanidade da paz.”

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