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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

BRP Recomenda: o que dizem os editoriais

Equipe BR Político

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O editorial do Estadão nesta terça, 7, analisa as medidas adotadas pelo governo para mitigar os efeitos da epidemia de covid-19 sobre a economia. “A PEC do “orçamento de guerra” dá liberdade praticamente irrestrita ao Executivo, representado por um Comitê de Gestão de Crise, que será dirigido pelo presidente Jair Bolsonaro, para administrar os recursos destinados ao enfrentamento da epidemia. Até mesmo a regra de ouro – que impede o governo de emitir títulos para pagar gastos correntes – estará suspensa durante a vigência do estado de calamidade. O Congresso, contudo, se reservou o direito de sustar as decisões do comitê “em caso de irregularidade ou de extrapolação dos limites” estabelecidos na PEC. E fez bem.”

Também fala sobre a “bobagem” feita pela ministro Abraham Weintraub de provocar os chineses. “Em matéria de relações exteriores, os países têm de fazer escolhas. Como qualquer nação soberana, a China escolhe os beneficiários do material médico-hospitalar que produz conforme seus interesses estratégicos e com base na qualidade de seus relacionamentos bilaterais. Diante do estrago feito primeiramente pelo deputado Eduardo Bolsonaro e, agora, pelo ministro Weintraub, qual será o comportamento do governo brasileiro, uma vez que nada fez para merecer tratamento favorecido ou prioritário do governo chinês nesta crise sanitária?”.

Em outro texto, analisa o processo de empréstimo dos bancos no atual contexto da covid-19. “No caso do PIB, algumas projeções mais feias que a mediana são de instituições de grande peso. No cenário básico do Banco Santander, por exemplo, o PIB encolherá 2,2%. No melhor cenário, com 5% de probabilidade, a perda será de apenas 0,4%. No pior, com 25% de chance, o tombo será de 6%. Na semana passada, grandes bancos apresentaram projeções de queda na faixa de 3,5% a 4%. Em nenhuma hipótese, mesmo nas mais otimistas, a lentidão das medidas anticrise é justificável.”