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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

BRP Recomenda: o que dizem os editoriais

Equipe BR Político

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Num de seus editoriais deste domingo, 12, o Estadão analisa que “desde a eclosão da pandemia de covid-19, líderes no mundo inteiro foram instados a responder o que deveria ser prioritário no desenho das ações de enfrentamento da crise: medidas que visam à proteção da vida ou da economia? Para salvar o maior número possível de vidas, dizem quase em uníssono os especialistas, impõe-se o isolamento indistinto da população. Para resguardar a atividade econômica, este recolhimento deveria ser seletivo, ou seja, válido apenas para as pessoas que estão nos grupos de risco – idosos e pacientes com doenças crônicas como diabetes e hipertensão, entre outras comorbidades”. E acrescenta que “os líderes mais inteligentes e responsáveis perceberam de pronto que priorizar a vida ou a economia é um falso dilema”. “O presidente Jair Bolsonaro é um dos escassos líderes mundiais que tomaram lado nesta contenda infrutífera, que, se presta para alguma coisa, é para alavancar interesses políticos”.

Em outro editorial, lamenta a irresponsabilidade de integrantes do governo e de um dos filhos do presidente, o deputado Eduardo Bolsonaro, diante da crise global, ao atacarem a China. “O mundo precisa comer, o Brasil tem comida para exportar e isso garantirá dezenas de bilhões de dólares num ano péssimo para a economia mundial – se nenhuma nova bobagem atrapalhar as vendas externas. Bobagens graves já foram cometidas pelo deputado Eduardo Bolsonaro, filho do presidente, e pelo ministro da Educação, Abraham Weintraub. Ambos conseguiram criar atritos com a China, maior parceira comercial do País, num momento especialmente ruim em todos os mercados. Já emperrado nos últimos anos, o comércio internacional levará um tombo enorme em 2020, no meio de uma crise muito mais grave que a de 2008-2009. As trocas de mercadorias vão encolher no mínimo 13% e no máximo 32%, segundo a Organização Mundial do Comércio (OMC). Incertezas sobre a duração e os efeitos da pandemia explicam a ampla diferença entre a melhor hipótese e a pior. Mas em qualquer caso a experiência será, como já vem sendo, muito ruim para todos”.

Em outro texto, o Estadão trata da dificuldade que governo e Congresso enfrentam para produzir um projeto de socorro aos Estados e municípios sem ferir a responsabilidade fiscal. “Crises como esta tendem a trazer o melhor e o pior na humanidade”, disse o diretor da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus. Com a política nacional não é diferente. No Planalto, por exemplo, a crise expôs o melhor de seus quadros técnicos – por exemplo, nos Ministérios da Saúde, da Infraestrutura ou da Agricultura -, assim como o pior de suas hostes ideológicas. O melhor dos governos estaduais veio à tona com as medidas acertadas de contenção da epidemia. Já o pior – o oportunismo político e a irresponsabilidade fiscal – rebentou na semana passada no Congresso, com as negociações para a reformulação do Plano de Promoção do Equilíbrio Fiscal (o “Plano Mansueto”).

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