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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Buscas por suspeitos de morte do cacique incluirão via áerea

Marcelo de Moraes

A prefeita de Pedra Branca do Amapari, Beth Pelaes (MDB), acompanhou ontem o trabalho da Polícia federal e do Batalhão de Operações Especiais, nas investigações da morte do cacique Emyra Wajãpi. Conforme informações das lideranças indígenas, ele teria sido morto depois de garimpeiros terem invadido as terras dos Wajãpi. Segundo a prefeita, “policiais federais e os militares do Bope se dividiram e, com o apoio dos líderes indígenas, se deslocaram até o local onde o corpo do cacique foi encontrado e até o lugar onde estariam alojados os invasores”. “Nesse meio tempo, fiquei em conversa com os membros da comunidade indígena, mas eles estavam visivelmente cansados e sobressaltados com a morte de um dos seus líderes e com as informações de invasores em suas terras”, contou.
A prefeita diz que, “no retorno das buscas, pela noite, os policiais informaram que não haviam encontrado ninguém, nem resquícios da presença recente de pessoas no local indicado pelos índios. Segundo a PF, os relatos dão conta de que o número de 50 invasores caiu para 12, depois para 4. Os policiais informaram que as investigações sobre as circunstâncias que envolveram a morte do cacique e sobre o relato da presença de garimpeiros continuarão e, ainda hoje, novas buscas ficaram de ser realizadas, desta vez por via aérea. Vamos ficar à espera do relatório conclusivo da PF”, afirmou Beth Pelaes. /M.M.

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