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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Caciques do Congresso irritados com Bolsonaro

Gustavo Zucchi

Jair Bolsonaro conseguiu irritar caciques dos mais diversos partidos do Congresso Nacional. A “convocação” para participar dos atos contra o parlamento, enviado por Bolsonaro pelo WhatsApp, parece ter jogado no lixo a melhora na relação que vinha sendo construída ao longo do segundo semestre do ano passado. Por exemplo, o líder do MDB no Senado, Eduardo Braga (AM), lembrou que cabe ao Congresso coibir eventuais abusos do Executivo. “É o debate político no Parlamento que equaciona tensões e interesses contraditórios da sociedade. Mais do que legislar, cabe ao Congresso fiscalizar e controlar os atos do Executivo, coibindo eventuais abusos”, disse.

Sessão do Congresso Nacional

Sessão do Congresso Nacional Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

Afinal, toda a tensão começou com a fala vazada do ministro do Gabinete de Segurança Institucional, general Augusto Heleno, falando que os parlamentares faziam “chantagem” na questão do orçamento impositivo. “O governo ainda não compreendeu a importância das mudanças positivas promovidas pelo Congresso no orçamento e que vão ao encontro do que se defendeu nas últimas eleições: menos Brasília, mais Brasil”, escreveu em seu Twitter o líder do PP na Câmara, Artur Lira (AL). Outros dois líderes, Efraim Filho (DEM) e Baleia Rossi (MDB), endossaram a manifestação do presidente da Casa, Rodrigo Maia, pedindo “diálogo” entre os poderes.