por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Caiu a ficha do PSL de que o partido é governo

Marcelo de Moraes

Partido de Jair Bolsonaro, o PSL parecia, até agora, muito mais uma legenda independente do que aquela que serviu para que o presidente chegasse ao Planalto. Seus parlamentares, em muitas ocasiões, criticaram abertamente posições do governo e até votaram contra ele.

Nesta quinta, a chave parece ter virado dentro do partido. Pela manhã, o PSL finalmente anunciou que estava fechando questão a favor da reforma da Previdência – algo que deveria ter declarado no mesmo dia em que o texto foi apresentado. Depois, finalmente indicou entre seus quadros um parlamentar para matar no peito a relatoria da proposta na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara. Será o deputado Delegado Marcelo Freitas (PSL-MG). Nos governos anteriores, encabeçados por PSDB, PT e MDB, nunca houve dificuldade de encontrar um nome de confiança para trabalhar como relator no Congresso que convergisse com os interesses do presidente da ocasião. Com o PSL, isso se tornou mais difícil do que se imaginava. Mas com a reforma correndo risco pelos atritos entre governo e Congresso, o partido de Bolsonaro resolveu descer do muro e atuar de forma coesa na defesa da proposta. /M.M.

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