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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

‘Calouros’ na Câmara criam grupo suprapartidário

Equipe BR Político

Com dificuldade para emplacar projetos, deputados de primeira viagem na Câmara formaram um grupo suprapartidário para lutar por pautas comuns. O Grupo Parlamentar Suprapartidário (GPS) reúne ‘novatos’ que nem sempre se pautam por decisões partidárias. O GPS, aparentemente, tem respaldo do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que, segundo o Estadão, sugeriu a atuação conjunta dos parlamentares e já se reuniu com o grupo no gabinete e na residência oficial. A frente afirma que não segue ideologias de partidos de esquerda nem de direita.

O grupo surgiu a partir de conversas no Whatsapp entre 18 deputados federais que, contrariando as indicações dos respectivos partidos, votaram a favor da reforma da Previdência no segundo turno da Câmara. Fazem parte do GPS o deputado Felipe Rigoni (PSB-ES) e a deputada Tabata Amaral (PDT-SP).

Para o cientista político e professor do Insper Carlos Melo, situações como essa refletem o pragmatismo dos partidos na hora de escolherem os candidatos. “Você vai encontrar esse tipo de desconforto em vários partidos, talvez tenha exceções em partidos mais ideológicos como PSOL e Novo, porque têm uma disciplina interna muito forte. Mas o critério de seleção dos candidatos não é ideológico”, diz. “É super pragmático e, depois que se elegem, as pessoas veem que não tem compatibilidade com suas legendas.”

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