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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Câmara proíbe deputados de usarem cota para lucrar com canais

Equipe BR Político

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A Câmara proibiu deputados de usarem o dinheiro da cota parlamentar para contratar serviços que gerem lucro na internet, como a gestão de canais monetizados no Youtube. A medida veio depois que o Estadão revelou que parlamentares estavam usando a verba para contratar serviços para fazer edição e montagem dos vídeos de seus canais no Youtube e obtendo lucro pessoal pela monetização deles. 

Um ato da Mesa Diretora da Câmara com a nova regra foi publicado nesta terça-feira, 28. Entre os deputados que estavam realizando a prática, estão Carla Zambelli (PSL-SP), Joice Hasselmann (PSL-SP), Bia Kicis (PSL-DF), Otoni de Paula (PSC-RJ), Paulo Pimenta (PT-RS) e Flordelis (PSD-RJ), que contrataram empresas com a verba pública para o fim. 

Assinado pelo presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), o ato cita como justificativa vedar reembolsos de despesas com serviços que resultem em vantagens financeiras ao parlamentar ou a terceiros. A regra, no entanto, não abrange casos em que o parlamentar utiliza seus próprios assessores para alimentar os canais e lucra com as visualizações, prática adotada, por exemplo, pela deputada Gleisi Hoffmann (PT-PR).

O Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União já pediu a abertura de uma investigação sobre o uso da cota para gerir canais monetizados no YouTube. O subprocurador-geral do MP-TCU, Lucas Rocha Furtado, falou em ameaça à democracia “se ficar comprovado o uso ilegal do poder da informática”, à época.