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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Camilo Santana rebate Capitão Wagner sobre motim no Ceará

Equipe BR Político

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O governador do Ceará, Camilo Santana (PT), entrou, nesta quarta-feira, 14, no debate sobre a eleição municipal em Fortaleza. O petista, que está em isolamento social por ter contraído a covid-19, rebateu declarações do candidato que lidera a corrida eleitoral pela prefeitura de Fortaleza, Capitão Wagner (Pros).

O governador do Ceará, Camilo Santana (PT)

O governador do Ceará, Camilo Santana (PT) Foto: JF Dioria/Estadão

Em uma sequência de mensagens no Twitter, o governador refutou uma declaração do candidato em entrevista ao Sistema Verdes Mares, feita ontem, de que não teria apoiado a paralisação da polícia cearense no início deste ano.

“Capitão Wagner participou ativamente de manifestações com encapuzados, discursou no Batalhão dos amotinados e teve seus aliados na linha de frente, todos integrantes de seu grupo político e candidatos ao seu lado. As notícias e imagens estão aí para quem quiser ver”. Segundo Santana, o candidato do Pros liderou o motim de 2011 e teve “participação direta nesse último motim, que teve clara motivação política para desorganizar a segurança do Ceará”, escreveu.

Wagner, que é apoiado pelo presidente Jair Bolsonaro, declarou ontem em entrevista: “Em nenhum momento eu participei de nenhuma paralisação aqui na cidade de Fortaleza ou no estado do Ceará. O que houve foi um posicionamento radical, de ambos os lados, inclusive com um senador da República pegando uma retroescavadeira tentando passar por cima de policiais, esposas e seus filhos em Sobral”, comentou o capitão, referindo-se ao ato do senador Cid Gomes (PDT), durante o motim em fevereiro, ocasião em que foi baleado pelos amotinados em Sobral (CE).

Ainda segundo o governador, o Capitão Wagner defendeu abertamente que os amotinados fossem anistiados, “o que jamais aceitei”, escreveu Santana.