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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Caminho aberto para Mendonça no STF

Vera Magalhães

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O episódio do recuo de Dias Toffoli em relação à liminar, que havia concedido e depois sustou, suspendendo alterações propostas por Jair Bolsonaro no DPVAT, o seguro obrigatório de veículos, somou pontos na carteira do advogado-geral da União, André Mendonça, para a corrida a uma cadeira no Supremo, a vagar no segundo semestre deste ano.

Como se sabe, o decano Celso de Mello está prestes a se aposentar compulsoriamente, por completar 75 anos em novembro. Bolsonaro disse que pretende indicar para o seu lugar alguém “terrivelmente evangélico”, perfil ao qual Mendonça corresponde –e, desde que o presidente deu essa pista, o AGU tem se mostrado cada vez mais fervoroso.

Tanto Toffoli quanto Bolsonaro enalteceram o papel de “esclarecimento” de Mendonça no episódio do DPVAT, numa demonstração clara tanto de que o presidente está satisfeito com seu desempenho quanto de que ele constrói uma relação de proximidade com os ministros da Corte, a começar de seu presidente, com quem Bolsonaro também estreitou laços desde que foi empossado.