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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Campanha #ForaGarimpoForaCovid de Yanomamis pressiona Congresso e governo

Equipe BR Político

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Várias lideranças indígenas lançaram a campanha #ForaGarimpoForaCovid no domingo, 7, de preservação da etnia e da Terra Indígena Yanomami diante da invasão de cerca de 20 mil garimpeiros ao local com ameaças de disseminação da covid-19, bem como de destruição ambiental. A iniciativa recolhe assinaturas online com meta de 350 mil adesões a ser entregue aos presidentes das duas Casas legislativas do Congresso, ao presidente do Ibama, aos ministros da Defesa e da Justiça e ao vice-presidente Hamilton Mourão.

Foto de satélite de locais ilegais de mineração de ouro que assolam o território Yanomami

Foto de satélite de locais ilegais de mineração de ouro que assolam o território Yanomami Foto: Reprodução

“Precisamos urgentemente evitar que mais doenças se espalhem entre nós. Garimpeiros entram e saem de nossas terras em busca de ouro, sem nenhum controle. Eles circulam entre nossas comunidades sem nenhuma prevenção de saúde, é questão de tempo até que a Xawara (pandemia) do Coronavírus se espalhe entre nós. Estamos também preocupados com os Moxihatëtëa, grupos de indígenas em isolamento voluntário, que não sabem nada das Xawara (pandemia) que os não indígenas trazem. É preciso impedir que essa invasão cause mais uma tragédia. Precisamos proteger a vida dos Yanomami e Ye’kwana!”, diz o documento.

A campanha #ForaGarimpoForaCovid é uma iniciativa do Fórum de Lideranças Yanomami e Ye’kwana e da Hutukara Associação Yanomami (HAY), Associação Wanasseduume Ye’kwana (SEDUUME), Associação das Mulheres Yanomami Kumirayoma (AMYK), Texoli Associação Ninam do Estado de Roraima (TANER), Associação Yanomami do Rio Cauaburis e Afluentes (AYRCA).

“As comunidades da TI Yanomami estão gravemente ameaçadas! No passado, perdemos muitos de nossos familiares para as doenças que os não indígenas trouxeram e ainda hoje sofremos com essas perdas. Não queremos que tragam mais doenças, ameaçando a vida de nossos parentes”, denunciam.